sexta-feira, maio 18, 2007

M. (iúdos) S. (ão) T. (ranstorno)

Pois minhas caras amigas eu cá não fiquei nada chocada com o Tavares. Devo ser a única. Mais, estou com ele. Em pensamento, claro. Que sempre o achei muito giro e tal e tal, mas confesso que ele não foi dos que melhorou com a idade. Adiante.
Não gosto, aliás odeio, o fumo em restaurantes. É provavelmente o sítio onde mais me incomoda E lembro-me sempre daquela minha amiga, lateira, que se virava para o fumador e lhe dizia esperar que a refeição dela não estivesse a incomodar o cigarro dele. Dava invariavelmente direito a uma troca animada de galhardetes. Nem sempre acabava mal.
Mas concordo que criancinhas é que também não. As minhas! Leram bem. As minhas, (quase) sempre que possível ficam em casa. Dos ou com os avós (agora este acrescento impõe-se, não? :P). Ainda assim continuam a ir vezes demais. Se é por consideração aos migueis da restauração nacional e além fronteiras? Of course not. É mesmo por nós.
E atenção que a culpa não é delas, que dentro do género não se portam (muito) mal. A L., enquanto era filha única era um miminho. Emparelhada com a irmã, acabou-se nos o sossego. E para mim comer é um prazer. Acompanha bem com conversa solta. Já não vai assim tão bem com: “L. deixa a toalha, J. larga os talheres, L. não comas a manteiga com as mãos, J. não metes no pão na água, L. deixa o vinho (olha lá a piadinha hereditária!), J. pára de atirar coisas para o chão e puxar a toalha ao mesmo tempo, An so on, and so on...”. Só piora mesmo quando a L., lá pelo meio do repasto (ai, suspiro, que palavra tão linda) resolver comunicar ao mundo que quer fazer cocó ou xixi. Já tinha dito que ela fala alto? Grrrr. E o Zuzo, que já sabe o que odeio as interrupções de refeição, até se levanta prontamente, mas quê? Ela abre logo a goela “É a manhe! É a manhe!". Minúscula, claro, sai logo em coro: "Cóco! Cocó! Mamã, mamã”. Mãe é para essas coisas, lógico! E para sorrir ao people todo que passou a focar a nossa mesa. Nunca viram? A cereja no topo do bolo, salvo seja, é depois do espalhafato todo: ajudar a L. na sanita e conseguir que a J. não toque em nada extraordinariamente nojento (é tarefa para fazer suar), tudo de mãozinha lavada, novamente sentadinhas e a pegar nos talheres ela “mamã, mamã, não fiz tudo. Temos que ir outra vez!”. Arrrre!! Quando acabam de comer só resta solta-las, rezar para que nenhum empregado tropece nelas, e acabar de comer-beber-café-pedir-a-conta-antes-que-o-prejuízo-aumente. Mas caramba e usufruir do espaço? Isso também se paga, não?
Agora, repensem os comentos, as crianças dos outros (as vossas, por exemplo) não me incomadam nada. Nadica de nada. Aliás quanto pior se portarem mais eu gozo que com a desgraça dos outros posso eu bem. Atiram objectos? Quero lá saber, não sou eu que tenho que me levantar! Gritam? Tenho horas suficientes de disco sound para falar acima dos gritos delas. Não param sossegadas? Ganda problema, não sou eu que tenho que as perseguir! Voa comida pelo ar? A malta treina os reflexos. Entendidas?

Também estou solidária com os hotéis que deixaram de aceitar criancinhas. Aliás conheço um que devemos ter seriamente encaminhado nesse sentido. Eram 11h30 e o recepcionista, "nuestro irmano" (oh das traduções corrige lá isto) liga-nos para o quarto a dizer que outro hospede se tinha queixado que as minhas filhas se estavam a rir muito alto. Verdade, verdadinha. Um exagero de riso. Não era, era só delas. Reconheço-lhes alguma coerência: desde que nasceram que choram alto, birram alto, falam alto e iam agora rir-se baixo? (E a estúpida da enfermeira que no dia em que a L. nasceu me repetia de 5 em 5 minutos “ai credo que a sua filha chora mais alto do que os outros bebés todos juntos”??? Fiquei logo mais animada!!)

Claro que há excepções. Aliás todo esta conversa serviu para fazer um pertinente acrescento a este blogue. Escrevi por ai algures que as melhores francesinhas do mundo estavam, á vossa/nossa espera, no Cardoso. Pois bem, minhas caras também as há m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a-s no “Meia-Laranja, Largo da estação 5000 Vila Real”. Não precisam de agradecer é só convidarem e pagarem a conta :D. As francesinhas são do best, os empregados uma simpatia, e se forem fora de horas, como nós, têm a sala toda à disposição para a correria das crias. Assim, sim, há condições.

E façam mais: deixem o carro na Régua, sigam de comboio (demoram o dobro do tempo mas viagem é fantástica, eu claro fui sozinha com elas que o Zuzo já estava para lá, e passei o tempo não a ver a paisagem mas a evitar que se rebolassem no chão – o fascínio destas minhas filhas por transportes públicos colectivos é uma coisa linda de se ver, mas nem tanto de se limpar), cansem as crias no parque infantil mesmo à saída estação, e vão depois, tranquilamente, jantar. Eu tenho a mesa de fora prometida para um dia destes. Com ou sem elas ;))))

Etiquetas:

23 Comments:

Blogger Ana said...

Francesinhas!!!!!

Ar u tauking to mi?

maio 18, 2007 5:12 p.m.  
Blogger Ana Paula said...

Eu também queruuuu!
A mim nunca me ofereces nada, sua "bêbada".

maio 18, 2007 5:22 p.m.  
Blogger Ana Paula said...

Agora sem brincadeiras, ir jantar / almoçar / lanchar fora com filha (s) (eu ainda só tenho uma) é um verdadeiro atentado.

P.S.: se queres umas francesinhas à maneira anda a Guimarães que eu levo-te a um sítio 5 estrelas.

maio 18, 2007 5:24 p.m.  
Blogger LP said...

Eu com um ia muitas vezes, com dois ainda arriscava, com três só hamburgueres. Mas faz-me tanta falta. Isso e outras coisas.

maio 19, 2007 12:13 a.m.  
Blogger Repolha said...

Não podia discordar mais - e olha que belo post para vir comentar depois de tantos... passou-se quanto tempo mesmo?

Vou almoçar, jantar e cear fora - e a chavala vem junto tá claro (com as óbvias excepções à regra - essenciais à saúde mental e não só de qq casal). Há alturas melhores, outras piores, naturalmente - até porque está a aprender. Mas garantidamente não se levanta da mesa - demasiadas travessas com comida a ferver para o meu gosto, o que me faz entrar ligeiramente em pânico - e bem pode chorar. Mas como também sempre comeu à mesa em restaurantes (dd que se senta, claro), a gajinha acha normal estar num restaurante sentada...
Além do mais, não tendo avós à mão para tomar conta e sem confiar em babysitter alguma por nascer ou já nascida faria o quê? Deixar de sair? Nunquinha - com fumo ou sem fumo. O fumo é terrível dentro de casa, especialmente junto (já não digo nos) aos quartos - num restaurante onde passam uma hora? bah! Eu fumo e sabes disso: em casa houve períodos em que se fumava apenas à janela (hoje há espaços vedados ao fumo); agora nunca me passou pela cabeça deixar de ir beber um café por ter debaixo do braço uma recém-nascida... Se passava a tarde ou a manhã num café ou restaurante? Pois que não. E viva os meios-termos.

Boa nôte! Beijo grande

maio 19, 2007 2:28 a.m.  
Blogger Zuza said...

Carlaaaaaaa!!! Se é a discórdia que te faz aparecer tu discorda à vontadinha. Deixa uma lista de temas potenciais para eu desenvolver LOL

Eu assumi, com muita ironia à mistura, deves ter percebido, o nosso egoísmo. Não são elas que se portam mal. Nós é que gostamos de almoçar/jantar sozinhos. É para isso que lá vamos, tanto ou mais do que para comer. Nunca contrataria alguém para ficar com elas. Cruzes! Não temos sequer orçamento e assim como assim quando dormissem comíamos no terraço cá de casa LOL Os meus pais fazem questão de ficar com elas. Digamos que é um bem geral. Saímos todos mais mimados ;)))

E repara que há um factor que não deves menosprezar: o efeito de equipa que aquelas duas têm. O olhar de desafio que lançam quando fazem uma asneira e que a outra recebe e tenta sempre superar :DD Neste momento, digo-te, ir só com uma delas é canjinha LOL

Cafés, esplanadas, restaurantes foi desde que nasceram mas programas em família, com refeições incluídas, nós é mais picnics. Aos domingos já abrimos a época oficial. Não há stresses. Já bastam todas as vezes em que, por trabalho ou afins, as levamos a almoçar/jantar fora ;)))

maio 19, 2007 2:38 p.m.  
Blogger Zuza said...

Lp,

desculpa, eu cá não arrisco é mesmo ter a terceira :DDD à mulher de coragem!!!

maio 19, 2007 2:43 p.m.  
Blogger Mar said...

Eu cá faço assim:

-ou vamos os três a um rodízio onde há "um shenhoí a cantá" que entretém o puto, quando ele finalmente pára de enfardar (eu já disse que ele é uma mini-enfardadeira?);

-ou levo um par de avós (repasto descansado e muito baratinho, que eles pagam quase sempre).

Acho que poderei continuar a aplicar a fórmula se, um dia, vier um segundo, porque os avós são dois!! ;)

maio 20, 2007 8:33 p.m.  
Blogger Luísa said...

Este comentário foi removido pelo autor.

maio 20, 2007 10:00 p.m.  
Blogger Luísa said...

Este comentário foi removido pelo autor.

maio 20, 2007 10:03 p.m.  
Blogger Cool Mum said...

Ele há as saídas com elas (já possíveis) em restaurantes, tascas, casas de pasto compatíveis e ele há as saídas sem eles (fundamentais). Trocar as voltas ao sistema não dá bom resultado. Com as mais velhas (1 ou 2) no problem anywhere.
O fumo? Um dia não são dias, o que também é válido cá em casa.
E bom dia Monday morning :)

maio 21, 2007 12:36 a.m.  
Blogger . said...

Festas de família, o fumo já não entra. Antes parecíamos todos umas chaminés. Agora com quatro bebés da mesma idade, mais um a caminho, e ainda os mais grandotes, fumamos à portinha em amena cavaqueira. Café e esplanadas estou contigo. Aliás, o café onde vou tem assim tipo uma marquise envidraçada, a porta aberta, e é muito arejado. Claro que se tiver de ir a um sítio fumarento, estou como a Cool, dias não são dias. Jantares? Tb gosto de jantares com amigos ou só o marido, Bi free. De vez em qdo, para baterem aquelas saudades docinhas de quem é livre de coração preso. Levar o Bi a jantar fora? Excepcionalmente. A não ser que comamos à vez ou que a cadeirinha de prender à mesa seja suficientemente "cativante" para ele, no momento. Jantaradas em casa. Sim e sempre. Tb gosto e compensam bem a raridade das saídas para restaurantes. Enfim, uns dias assim outros assado ( acompanhado com um bom vinho tinto do Dão, de preferência).

maio 21, 2007 10:37 a.m.  
Blogger . said...

Francesinhas? Sou muito exigente com elas! Mas se recomendas esse sítio é porque o bife é tenro, o molho tem a dose certa de picante e as batatas fritas são estaladiças. :) Sem ovo para mim, por favor!

maio 21, 2007 10:39 a.m.  
Blogger Ana said...

Hoje sinto-me como um milhafre ferido na asa :(

Parabéns pela vitória!

maio 21, 2007 12:20 p.m.  
Blogger Jolie said...

realmente nas saídas para restaurantes, 1+1 não é igual a 2 :)

E depois de umas férias a comer três vezes por dia em restaurante com os dois, a minha vontade de os voltar a levar não é grande :p

Mas eu devo ter alguma veia masoquista que eu não consigo controlar, porque quando decidimos ir comer fora eles vão sempre - e não é por falta de quem fique com eles - e acabamos por ir aos restaurantes conhecidos que já sabemos ter espaço para as correrias (agora dos dois), que o pessoal tem paciência e talento para se desviar deles enquanto levam duas ou três travessas nas mãos, e, que o fumo dos cigarros dos outros não nos incomodam a nós.

(dois posts em dois dias consecutivos?! ena ena!)

Quanto às francesinhas... também gosto disso!

bejinhos

maio 21, 2007 12:36 p.m.  
Blogger Mae Frenética said...

Qdo é q é isso mesmo das francesinhas??

maio 21, 2007 2:29 p.m.  
Blogger Quita said...

Antes de mais gostei muito do "títalo", aliás gosto sempre dos teus. Já te disse que adoro francesinhas e que quando estou grávida sou uma "enfardadeira"??
Confesso que gosto de almoçar a 3 mas jantar só a 2. É que a minha jovem é de se deitar cedo e embora ela se porte extremamente bem no restaurante (papel e lápis para pintar ajudam sempre) com o sono ninguém a aguenta.
LOL! Para o pedido de cocó a meio da refeição, ainda bem que a única coisa que a minha faz baixinho é falar. Um concurso a ver quem chora mais alto?? Acho que a minha até a ouvem do outro lado da rua.
Quanto ao MST achei os comentários dele demasiado presunçoso e eu que até apreciava o senhor...

maio 22, 2007 10:42 a.m.  
Blogger Flores said...

A diferença é q a ti ñ te incomodam os filhos dos outros, «incomodam-te» as tuas pq ñ podes disfrutar do jantar. Ao MST incomodam os filhos dos outros. E com os incómodos dele posso eu bem. Se bem q duvido q frequentemos os mesmos restaurantes. Logo, estamos bem. :)

maio 22, 2007 1:18 p.m.  
Blogger Morena said...

E já que só vi agora tb é agora que comento. Francesinhas não obrigada, só o molho que aquilo trás dá-me a volta ao estômago.
Qt a restaurantes estou mais ou menos como tu. As criancinhas dos outros têm entrada livre, as minhas ficam com os avós sempre que puderem.. eles gostam e nós descansamos, falamos, namoramos e até andamos de mãos dadas (um com o outro, não com a miúda, imagine-se!) :o)
Bjs

maio 24, 2007 12:34 p.m.  
Blogger Miúda said...

Que saudades que eu tinha de ti. E o que me ri com o "com a desgraça dos outros posso eu bem!" (+- isto)
A Maria deve ser o meio termo, n é boa, mas tb n é a pior...atura-se.
Do fumo nos restaurantes não podia estar mais de acordo, por ela, por mim, e pela boa da comidinha que já nem sabe ao mesmo.
e, eu sei lá, AMO, ler-te. feliz por estares de volta. MUITO (de resto,que lote há aqui nesta net especialmente nesta caixa de comentários!)

maio 24, 2007 3:24 p.m.  
Blogger a mãe dos miúdos said...

ainda estou a decidir se gosto mais da etiqueta se do post... é que até calculo que tenham dado ambos igual trabalho.

mas adiante, eu adoro comer fora. sossegadinha. mas levos os filhos atrás porque não tenho com quem os deixar. e quando tinha saía cedo porque tinha a mania que já não aguentava nem mais um minuto sem ela.

mas aquilo que mais concordo contigo é no egoísmo da coisa: é por nós, pais.

maio 25, 2007 1:18 p.m.  
Blogger ddm said...

Isto tem andado numa animação e eu sem tempo nenhum...

Nós andamos com os filhos atrás, porque nem sempre temos com quem os deixar e porque (para já!) ainda conseguimos fazer a coisa mais ou menos serenamente.

Reservamos algumas refeições só a dois, o que só nos faz bem, aos 4.

Obrigado pela sugestão, parece-me que vou inclui-la no programa da próxima visita à região. ;)

maio 26, 2007 2:33 a.m.  
Blogger Smas said...

AI, o que eu já me ri com o que escreveste!
Mas isso não é novidade que eu gosto de ler o que escreves.
O fumo do tabaco não suporto.
As crianças dos outros é tal e qual como dizes, as minhas, bem, quase não vou comer fora porque dar cabo das rotinas dá-me muitas dores de cabeça e nas férias e, como ele nem se porta muito mal lá há as excepções, de resto é mesmo por casa! Dela é melhor nem falar...

junho 13, 2007 10:18 a.m.  

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