sexta-feira, maio 11, 2007

A LETRA M

De Mar. De Medeleine. Mas sobretudo de Medo.

Eu não sei mesmo, Mar, se os tempos que agora vivemos são assim tão diferentes ou se foi só o eco (das tragédias) que aumentou. Mas se assim for os decibéis estão a fazer estragos. E não é (só) nos tímpanos.

(E ontem fiquei a pensar nisto - Zuzo está fora, logo tempo extra para divagações ;D - Se entrasse nisso dos awards pensantes um ia já para a tua (a)posta.)

É óbvio que há coisas que mudaram. O acesso a elas, pelo menos mudou. Se são essas as que verdadeiramente me preocupam? Nem tanto.

A mim neste momento assusta-me o medo de ter medo. A desconfiança. De tudo, mas pior, muito pior, de todos.

Ontem no banco enquanto era atendida o funcionário não tirava os olhos da L. De uma maneira tão cerrada que estranhei. Associei ao facto de ao levantar para sermos atendidas ela tinha trazido a cadeira, sem querer, com ela. E nos termos, todos, rido com isso. Mas ele explicou: “Ai a sua filha é tão parecida coma menina que foi raptada”. E a mim “parou-se-me” o cérebro. Porque inquestionavelmente estes dias todos eu vi, ouvi e li a história não como euzinha, Zuza Alexandra, mas como manhe-de-uma-menina-com-a-mesma-idade-e-que-como-tal-já-só-consegue-sentir-e-pensar-como-tal. Mas nunca, por momento algum, as conseguiria achar parecidas. Ok, ok, é homem, não ligam puto aos detalhes, só ao(s) género(s), e o facto de a minha ser muito morena (dos genes e não do Al(l)garve), não ter repas (ou franja para as sulistas :P), ou seja basicamente em comum só mesmo a idade, e o cabelo liso e comprido. Provavelmente nem a estatura (os genes não trazem só vantagens :D).
O meu espanto deve ter sido suficientemente visível que ele tratou de justificar: “É os olhos. Os olhos são iguais”. Hã? Aqui a genética foi claramente pelo progenitor masculino. São castanhos. Enormes, brilhantes, mas castanhos. Acho que encolhi os ombros. Ia dizer o quê?
Mas fiquei a pensar naquilo. Sai mais um award pró senhor! Até porque não pegou no telefone, como o outro aqui bem perto, e não tínhamos um cerco policial à nossa espera cá fora. Está meio mundo a desconfiar do outro. Como se andássemos todos na rua à procura de um rosto. A olhar por cima do ombro. O próximo passo não será a paranóia?

(Eu, por exemplo, à tarde ao atravessar o jardim que leva aos baloiços estranhei cruzar-me com 3 homens e uma mulher ali parados, encostados a uma árvore, a conversar. E acelerei o passo. E apertei-lhes, às filhas, as mãos. E senti um desconforto medonho. Já nos baloiços não resisti a olhar para trás e percebi que estavam simplesmente à espera de outra mulher que tinha ido com uma criança aos baloiços. E chamei-me parva. Mas foi, digo eu, inconscientemente que o meu cérebro encontrou naqueles 4 um sinal de perigo. Porque não era normal. Mas desde quando a vida é feita de normalidades??? Humpf.)

E depois Mar, como dizia muito bem alguém (Fren?), redes organizadas, implacáveis, recheadas de recursos, a agir na tal da aldeia global: isso não havia. As ameaças tinham, de uma ou de outra maneira, um rosto. E é essa ausência de rosto que a mim, mais do que tudo, me assusta. A premeditação deles. O saber, como dizia aquele psicólogo que está em todas, que nada do que os pais possam fazer pode impedir um acto deste. Nada.

E a terrível constatação de que afinal ainda há coisa pior para uma manhe do que a morte de um filho!!



E já agora, a (des) propósito, é ou não verdade, que todos nós, enquanto pais, já usamos de excesso de confiança??? E que a diferença para não termos sido chamados de negligentes é que os nossos actos não tiveram (estas) consequências????

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29 Comments:

Blogger calamity jane said...

Eu a meter-me ctg no blog da estrelinha e tu aqui! Mais uma vez, não sei o que dizer. É estranho, pois acontece-me frequentemente com os teus posts. Fico sem palavras. Nada me ocorre. E não sei porquê. Será da tua personalidade, tão forte que não (me) admite réplica? Não sei. Concordo contigo e não concordo.
Ou melhor não sei se concordo no que diz respeito ao excesso de confiança, mas eu não serei exemplo, de tão paranóica. Já no resto, identifico-me com os teus sentimentos. Este caso mexe demasiado connosco. Como o da Joana. Como o do Rui Pedro. Como o da... e do... Lembra-me o que li uma vez, quando estava no final da primeira gravidez: No dia em que nasce um filho, nasce também em nós o medo. Um medo que nunca nos irá largar...

maio 11, 2007 2:16 p.m.  
Blogger Mar said...

(mulheres com maridos fora dá em muiiiitas divagações - e olha que o meu só volta daqui a um mês) ;)

Que te digo? Acho que concordo contigo.

Há coisas diferentes? Sem dúvida. Há criminalidade mais organizada? Claro! Mas também nunca houve tantos meios para a perseguir...

Penso que cada geração se sente assombrada pelas mudanças em relação à sua infância e teme pela segurança dos seus filhos, "no mundo".

Penso que o eco das tragédias é hoje tão grande que está a provocar estragos enormes e que, por causa dele, muitas vezes, privamos os nossos filhos do mundo a que têm direito. O que é uma tolice, até porque nada, nada do que possamos fazer pode impedir que alguém os leve, um dia. Eles vão crescer, vão passar cada vez mais tempo sem nós. É um medo surdo com o qual teremos que viver.

Por isso é que digo que tenho medo da morte e do mundo, mas que sei que com esse tenho que viver. E por isso é que o medo maior é de o sufocar, porque isso tenho o dever de impedir. :)

maio 11, 2007 3:08 p.m.  
Blogger Mar said...

É verdade, ó meninas: que prémio é que eu ganho por ter posto aqui a zuza a escrever um post??? :)

maio 11, 2007 3:16 p.m.  
Blogger Zuza said...

CK, Hallo! Hallo!
é pá!!essa da personalidade forte é que não! muito menos de não admitir réplicas. ADORO trocas. E de argumentos, okis?

Mar,
É isso. Acho que no fundo é mais ma das “tretas” do cabaz. Levar com o medo, digerir, e deixá-lo sair de uma maneira tão soft que nunca seja castrador.

Se vai deixar de ir a todos os passeios da escola, às festas dos amigos e dos vizinhos, aos fds inteiros com as avós, aos acampamentos dos escuteiros, etc???? Não! Por nós vai continuar a ir onde quiser.

maio 11, 2007 3:18 p.m.  
Blogger Zuza said...

(ahahahahah)

maio 11, 2007 3:18 p.m.  
Blogger Flores said...

Olha, a discussão passou para aqui e eu respondi na mar.

Temos debate. :D

maio 11, 2007 3:22 p.m.  
Blogger Cool Mum said...

Boa Mar! Pelas tuas palavras e por teres tirado a 'nossa' Zuzzz da toca.
Zuza Alexandra, lindo demais! Podias gravar um disco com esse nome ;)
Isto é tudo muito complicado, nem tanto ao mar nem tanto à terra. Não sofrer por antecipação.
Mais fácil dito que feito...
Mas acho que temos de tentar, por eles e por nós.
Dentro das limitações que o mundo de hoje impõe.
O perigo espreita a cada esquina, mas o belo e inesperado também.

maio 11, 2007 3:23 p.m.  
Blogger calamity jane said...

Olha q há tanto tempo que não falamos que até já me confundes com "a outra"! ;-)
CK, não CJ! :-)))

maio 11, 2007 3:26 p.m.  
Blogger Zuza said...

Flores,
Lá está. No antigamente (:D) havia sítios seguros. Onde se podia baixar a guarda. E agora?
E vejo o Zuzo e a sogra a, lá na aldeia, darem toda a liberdade do mundo à L. Como eu também quero dar. Mas, e podemos??? Conseguimos assumir mais essa responsabilidade???

Cool,
Tu andas poética. Certeira sempre foste. Love is in the air! As viagens fazem dessas coisas LOL

Mar,
A propósito das viagens. Vai ser um mês mas tem direito a visita :DD E assim sim vai dar para divagar. Uma vez, naquela fase de tão estupidamente apixonados, fomos a Granada num sexta e voltamos no domingo. De carro. No comments :DD

CJ!!!!
Mil perdões. Mas foi um erro de letra. Apenas. Se fosse a outra eu teria dito Hello!!! :DD

(e agora Zuza out que aqui ainda não é fds. Humpf.)

maio 11, 2007 3:50 p.m.  
Blogger LP said...

O que me começa a assustar é a minha falta de medo. Confusa?

Eu tendo a deixá-los livres. Claro que estou sempre a olhar, a ver se estão bem mas normalmente deixo-os. Nunca penso o pior, nunca tenho medo das festas de aniversário, das casas dos amigos e das visitas de estudo.

No entanto esta semana comecei a pensar em falar com o meu filho sobre alguns perigos e detestei ter de abordar estes assuntos. Para mim é contra-natura.

maio 13, 2007 2:35 a.m.  
Blogger LP said...

Viva Mar!

Beijo grande Zuza! Tenho saudades!

maio 13, 2007 2:35 a.m.  
Blogger Zuza said...

Nada confuso. Sempre me senti assim. Até agora.

Há uma semana tivemos a 1ª conversa. Porque ela estava a brincar com o primo (+ 4 meses que ela) num jardim e um tipo visivelmente "alterado" (lícitas ou ilícitas, não percebi bem) sentou-se ao lado deles e perguntou se queriam água que ele trazia num garrafão. Eu a ver. Eles disseram "não, obrigada" e continuaram a brincar. E quando ele foi embora lá falei com eles, que tinham sido fantásticos e que era mesmo assim. Nunca aceitarem nada de estranhos. Mas foi a nossa 1ª conversa!!!!
Não quero passar-lhe medos. Só mesmo que esteja atenta.

maio 14, 2007 11:33 a.m.  
Blogger Quita said...

Bem vinda Zuza :D Tenho de concordar contigo. Sou mãe galinha, tudo me preocupa, tive a sorte de ter uma filha que detesta estranhos e não dá confiança a ninguém. E penso muita vez se algum dia serei capaz de deixar a B. sozinha mum parque infantil, como acontecia na minha infância. Os tempos estão diferentes, provavelmente apenas porque com a comunicação social actual as noticias correm mais depressa, mas não deixa de ser assustador e pergunto-me se serei capaz de ser equilibrada e permitir que ela voe quando o momento chegar.

maio 14, 2007 11:36 a.m.  
Blogger Cool Mum said...

Eu às vezes sinto-me como a Liliana. E gosto de olhar, de longe, para ver como se desenrascam num aperto.

maio 14, 2007 12:36 p.m.  
Blogger . said...

A magistrada que está com a "tutela" das crianças desaparecidas disse numa entrevista: "A culpa não foi dos pais, mas dos criminosos que a levaram". Negligência? Neligência é outra coisa. Negligência é abandonar, deliberadamente, um filho, sem que alguém se importe com a sua sorte. Negligência é não amar, ou amar "demenos". Negligência é deixar os filhos porque estorvam. Ali tratou-se de um "major mistake". Daqueles que matam a alma.

Medos? Não tenho medo dos criminosos, mas de ficar sem ele, o meu tesouro. Não é dos criminosos que tenho medo não. Tenho medo da perda, sobretudo. Venha ela de que motivo venha. Tenho medo de ter de viver sem ele. Lembras-te do exemplo que deste: tu numa cidade, o Zuzo no Douro? Eu vivi uma infância segura, personalizada, onde toda a gente se conhece. Mas as mães têm medo na mesma. Se não é de coisas reais, é das irracionais. Acho que o medo se agrava cada vez mais, pelos exemplos de mortes, doenças, meningites, armadilhas do destino, tudo esgaravatado ao pormenor pela Imprensa. Se calhar, sempre tudo foi inseguro, como diz a Mar, mas, aos nossos olhos, não. Já não imaginamos o planeta como um idílio cor de rosa. Acabou-se-nos a inocência. Quando eras teenager tinhas medo da morte? Eu não. Agora tenho. Concretamente, ao pormenor, não tenho um medo específico de nada, mas de tudo ao mesmo tempo.

*Que raio de comparação a do homem. Só serviu para te assustar.

*Podes, se faz favor, escrever mais vezes?

maio 14, 2007 1:46 p.m.  
Blogger Ck in UK said...

Ora carago, vim eu aqui comentar. que andas ate muito ausente e tudo, e deparo-me com o gajedo todo a comentar de moi memme nas minhas costas???? Aie, que CK aqui sou eu, a outra e CJ lol

em relacao ao que diyes da negligencia acho, cada vez mais, que ha differencas culturais enormes aqui. nos achamos q eles foram negligentes, eles acham que negligente foi a nossa policia. enfim, sei la que te diga. E claro, se as consequencias nao tivessem sido estas, niguem tava praqui a discutir negligencias....

maio 14, 2007 10:57 p.m.  
Blogger Mae Frenética said...

Eu nem quero pensar neste assunto.
Ontem , "entraram" pela minha casa duas mães em dor. Uma, a da M, outra de um filho de 27 anos. Este ultimo vai ter direito ao luto, e trouxe-nos o medo diario, o das estradas... enfim...

A minha mae diz q nao se saber de um filho é pior. Q ela precisa de ir ao cemiterio e saber-lhe do corpo.
Eu acredito.
Todos nós.

E é esse o medo maior. Temos medo de os perder e nao encontrar...

Eu tenho-me contido, sou crente nas pessoas por natureza...
Mas se um dia me acontece eu so nao morro pq tenho de o encontrar...

isto nao saiu mto bem pq eu tb nao ando nos meus dias.

(ora bolas, há cada incontinente! Entao o tipo faz essa comparação da tua filha? Ele há cada um...)

Beijos

maio 15, 2007 5:47 p.m.  
Blogger Palavras said...

Medo, sim muito, desde que o meu menino nasceu que dou por mim a ter medo de tudo.

Bem vinda
bjs

maio 16, 2007 3:27 p.m.  
Blogger Tita Dom said...

Tenho saudades da minha infância!
Era a mesma infância que eu queria para a minha filha, o medo não existia como existe hoje!
Beijo grande e bem vinda

maio 16, 2007 6:02 p.m.  
Blogger Ana said...

Voltaste Zuza Alexandra???

Grande Mar!!!!
Uma onda para a Mar iiiiiIIIIIIiiii

Perigos: Sempre os ouve. Sempre. Não tinhamos a informação de agora. E essa serve para nos alertar mas também para nos colocar exageradamente na retranca.
Há cerca de 25 anos, quiseram levar a minha irmã. Dois homens num carro,passaram pela rua onde sempre brincavamos e chamaram-na. Valeu uma vizinha que passou naquela altura e a arrancou dos braços deles.

Tenho uma prima minha que soube há pouco tempo que foi molestada sexualmente por outro primo.E nunca ninguém soube.

Os perigos sempre existiram. Resta não entar em histeria com a segurança mas estar alerta.
E olha seja o que o destino quiser!

E como estão as crias? Já são do Benfica? :)

maio 16, 2007 7:56 p.m.  
Blogger Mar said...

Obrigada, ana! ;)

Como já disse, também acho que os perigos sempre existiram (uma pessoa da minha família, hoje na casa dos 60, só não foi abusada pelo padre da terra aos 6 anos porque gritou e fugiu).

E também acho outra coisa. Cada vez mais, um filho é um enorme investimento. A todos os níveis. Não acho que gostemos mais das nossas crianças do que as nossas mães ou avós, mas elas são mais "projectadas", pensadas, planeadas. Acho que isso faz com que o medo de as perder seja maior. Ou, pelo menos, mais obsessivo.

maio 16, 2007 10:30 p.m.  
Blogger Jolie said...

Eu continuo como a LP.

Mas os arrepios na espinha quando me lembro deste assunto ou quando penso - sem qualquer motivo racional associado - que algo pode correr mal nesse momento, já ninguém me tira.

Mas eu conheço-me e sei que quando a poeira baixar, a falta do meu medo vai regressar totalmente.

E como a LP, começo a ter medo da minha falta de medo.

Quanto ao final nada despropositado, essa é que é a verdade.

Beijinhos (e viva a Mar!)

maio 16, 2007 11:39 p.m.  
Blogger a mãe dos miúdos said...

isso. tudo. o medo. o medo do medo. a desconfiança.

o "nada" que podemos fazer. a angústia

maio 17, 2007 12:20 p.m.  
Blogger Quita said...

Zuza, ainda não sabias da minha próxima criança... tens que voltar mais vezes :D Sabes que parte da culpa é tua, com tanta publicidade!! Bjs.

maio 17, 2007 1:41 p.m.  
Blogger Zuza said...

Ana, Ana, Ana,
A mais velha já tomou o gosto às vitórias e só pergunta se falta muito para irmos ‘pra avenida festejar. A minúscula faz (quase) tudo por imitação logo já diz “poooooto”.

Costinhas,
‘miga, obrigadinha! Já me estava a sentir a manhe mais negligente da blogosfera.
Obrigada, mesmo! ;))

maio 17, 2007 3:55 p.m.  
Blogger Márcia Carvalho said...

O dificil é ensiná-los a defenderem-se e nada melhor do que esse estar alerta e mais ainda o dar-lhes intrumentos mais do que excesso de proteção. A im custa-me muito não confiar nos outros e não serei capaz de educálos com base na desconfiança. Eu sempre andei de transportes publicos e sempre adorei meter-me com os miúdos que encontrava. Que dolorasa é a ideia de ver medo e desconfiança no olhar dos miúdos em vez de um sorriso e uma brincadeira. Dá para perceber? Quanto á questão lançada no final, o mesmo psicólogo dizia que todos os pais já foram nigligentes... há nigligências que se podem evitar mas a questão não está agora aí!
(que saudades tua e até de mim própria aqui)

maio 17, 2007 3:57 p.m.  
Blogger Zuza said...

Márciaaaaaaaaaaa!

saudades digo eu!!! qdo é q acabam essas férias? hihihihihi

tb pode ser essa questão. eu nunca deixei, nem tenciono nos próximos anos (séculos?) deixar as minhas filhas em casa sozinhas. nem sequer deixo nos parques ou nas esplanadas. mas no outro dia fomos (eu, Zuzo, L. e primo preferido) ao café e ao regressarmos a casa do meu avô, já com o portão fechado (mas não trancado) e escadas subidas, eu achei que a L. tinha entrado com o pai e o pai achou que ela tinha entrado comigo. E ao fim de N minutos a ver o tal do primo a passar para um lado e para o outro sem a L. em cima dele, L. à frente dele, L. atrás dele, etc, fui perguntar por ela e ele não sabia… nem o pai… e fui de divisão em divisão e ninguém tinha visto a minha filha. Qdo abro a porta da cozinha, já ligeiramente em pânico, ali está ela, tranquila a olhar o horizonte. Com um sorriso malandro de felicidade por aqueles minutos de liberdade nunca antes obtidos. A culpa foi de quem? Minha? Dele? Da minha tia que sem olhar para fora fechou a porta? Dela que não bateu para entrar?
E manhe não faz só filmes de animação. Eu fiz, para dentro, um filme de terror do que poderia ter acontecido nos 10 minutos, no máximo, que ela esteve lá fora sozinha.

maio 17, 2007 4:08 p.m.  
Blogger Loira said...

Estamos todos em choque, acho eu...
Ontem, no cabeleireiro, só pq o meu filho é loirinho, branquinho e de olho claro, disseram-me, com ar de pânico: "tem de ter mto cuidado com ele". Tenho sim, tenho de ter mto cuidado.
Tenho medo do perder, sim, mas, mais do q isso, tenho medo q ele sofra, q tenha medo, q chore de dor, q seja infeliz...
bj*

maio 18, 2007 12:09 p.m.  
Blogger Cool Mum said...

Anda tudo com os nervos à flor da pele.

maio 18, 2007 12:16 p.m.  

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