GLOB(o) alizações
(OU Um choque de realidade numa ida ao super sabe sempre bem)
No corredor das frutas e legumes, já por norma sempre estrangeiradas (e caras, claro!) reparo nas cebolas. E a minha alma fica (ainda mais :P) parva: Australianas??? Mesmo da Austrália??? What??? Are you talking to me?? (Não, Cool, não é um problema de concorrência que nós não produzimos cebolas :DD). É mesmo um problema de falta de encaixe!! Austrália?? “Habia nexexidade”??... se calhar havia!
No outro, logo à frente, dos lacticínios, um casal meia-idade (é giro como aos 15 catalogamos qualquer alma de 40 de cota… e aos 30, bem aos 30, os 40 parecem-nos um charme! O Darwin explica. Ou o Freud. Ou os dois. Ou outro qualquer. Esquece!) assim tipo nos 60 a 70, comenta demoradamente os iogurtes (e eu logo, de mim para mim, ai que giro deve ser para os netinhos)… e tal e tal e eu ali à espera que também queria daqueles… e eles, olham, sorriem envergonhados, e ela, mulher logo mais despachada que toda a gente sabe como são os homens para pedir ajuda, lá avança… se os podia ajudar. Ah claro e tal diga lá… não sabiam ler. Os dois. E fiz um tremendo dum glup. Não pelos “pedaços ou sem pedaços” ou até pela “validade” ou falta dela (e aqui estranhei porque o meu avô não sabia ler mas nos números era totalmente artista. Empreiteiro de 1ª fazia os cálculos e os orçamentos sozinho. E lembrei-me do olhar dele embevecido (palavra que de modo algum combina com ele mas naqueles momentos havia ali uma transformação qualquer) quando aos 7 anos me pedia para lhe ler o jornal e ficava ali tempos e tempos a ouvir-me). O que me incomodou hoje foi mesmo pensar nos percalços de uma vida inteira, a dois, assim: privados de ler o mundo! Vim embora a desejar que se tivessem só esquecido dos óculos em casa.
Vá, e não resisto a contar, a eterna cena emigrante*: a manhezinha que fala um italiano muito para lá de ma(fio)nhoso com a cria adolescente (e eu, de mim para mim, ai coitadinho que já não aprendeu a língua dos pais), que lhe responde num italiano perfeito (confirmava-se, portanto a teoria) , mas que depois, num português exemplar, também responde à avó que prefere os cereais com chocolate! :DDD Eu sei, eu sei. Todos os momentos servem para praticar. É que me lembrei logo do blogue da CJ! ;))
*Atençãozinha, lá está a bloguer que há em mim a dar explicações, que tenho o MAIOR respeito pelos nossos emigrantes. Sim, por todos em geral, mas pelos nossos ainda mais particularmente. Porque o fazem em condições limite, muitas vezes sem qualquer apoio. São uns verdadeiros (sobre) viventes! E se conheço melhor a nova emigração: a qualificada, que o fez por opção, também conheço muito bem a outra: que sem falar nada mais que o português, e na ausência de opção, se fez à vida e ao mundo. TODO o respeito. Mas isso não impede que faça piada, por exemplo, com a forma como (des) aprendem a conduzir :DDD.
No corredor das frutas e legumes, já por norma sempre estrangeiradas (e caras, claro!) reparo nas cebolas. E a minha alma fica (ainda mais :P) parva: Australianas??? Mesmo da Austrália??? What??? Are you talking to me?? (Não, Cool, não é um problema de concorrência que nós não produzimos cebolas :DD). É mesmo um problema de falta de encaixe!! Austrália?? “Habia nexexidade”??... se calhar havia!
No outro, logo à frente, dos lacticínios, um casal meia-idade (é giro como aos 15 catalogamos qualquer alma de 40 de cota… e aos 30, bem aos 30, os 40 parecem-nos um charme! O Darwin explica. Ou o Freud. Ou os dois. Ou outro qualquer. Esquece!) assim tipo nos 60 a 70, comenta demoradamente os iogurtes (e eu logo, de mim para mim, ai que giro deve ser para os netinhos)… e tal e tal e eu ali à espera que também queria daqueles… e eles, olham, sorriem envergonhados, e ela, mulher logo mais despachada que toda a gente sabe como são os homens para pedir ajuda, lá avança… se os podia ajudar. Ah claro e tal diga lá… não sabiam ler. Os dois. E fiz um tremendo dum glup. Não pelos “pedaços ou sem pedaços” ou até pela “validade” ou falta dela (e aqui estranhei porque o meu avô não sabia ler mas nos números era totalmente artista. Empreiteiro de 1ª fazia os cálculos e os orçamentos sozinho. E lembrei-me do olhar dele embevecido (palavra que de modo algum combina com ele mas naqueles momentos havia ali uma transformação qualquer) quando aos 7 anos me pedia para lhe ler o jornal e ficava ali tempos e tempos a ouvir-me). O que me incomodou hoje foi mesmo pensar nos percalços de uma vida inteira, a dois, assim: privados de ler o mundo! Vim embora a desejar que se tivessem só esquecido dos óculos em casa.
Vá, e não resisto a contar, a eterna cena emigrante*: a manhezinha que fala um italiano muito para lá de ma(fio)nhoso com a cria adolescente (e eu, de mim para mim, ai coitadinho que já não aprendeu a língua dos pais), que lhe responde num italiano perfeito (confirmava-se, portanto a teoria) , mas que depois, num português exemplar, também responde à avó que prefere os cereais com chocolate! :DDD Eu sei, eu sei. Todos os momentos servem para praticar. É que me lembrei logo do blogue da CJ! ;))
*Atençãozinha, lá está a bloguer que há em mim a dar explicações, que tenho o MAIOR respeito pelos nossos emigrantes. Sim, por todos em geral, mas pelos nossos ainda mais particularmente. Porque o fazem em condições limite, muitas vezes sem qualquer apoio. São uns verdadeiros (sobre) viventes! E se conheço melhor a nova emigração: a qualificada, que o fez por opção, também conheço muito bem a outra: que sem falar nada mais que o português, e na ausência de opção, se fez à vida e ao mundo. TODO o respeito. Mas isso não impede que faça piada, por exemplo, com a forma como (des) aprendem a conduzir :DDD.
Etiquetas: Vá lá que pelos menos hoje não chateei ninguém com sms :DD.

23 Comments:
Vivi uns anos na Madeira. E lá é que de vez em quando na paragem do autocarro, me vinha um velhinho/a perguntar qual o destino porque não sabia ler. Sempre que me fez muita confusão... Porque o meu avô aprendeu a ler e a escrever sozinho. Aliás ele escreve como ouve. É muito engraçado...
Parece que o mundo está inacessível para essas pessoas.
Bjos
Cristina
Alguma coisa vai mal quando compensa mandar vir cebolas de tão longe. Ainda não viste os alhos da China?
Glup como tu. Uma vez aconteceu-me uma assim numa caixa do Multibanco. Se quisesse tinha sacado um monte de dinheiro ao senhor.
Os nossos emigrantes são fenómenos antropológicos, mesmo, com todo o respeito.
Conheço mais de perto os casos Açores- EUA/Canadá.
Imagina que, nos anos 50 as filhas de emigrantes, já casadoiras, vinham passar férias 'à ilha' e caçar marido. Era passagem garantida para lá, e isso era um bem muito cobiçado. Ainda hoje oiço a história de uma que veio com mira no meu pai, que não foi na conversa. Depois tentou o segundo irmão (os outros ainda eram pequenitos) e pelo menos 2 primos. Acabou por regressar já noiva, mas não de ninguém da família.
Mas deu drama com o meu avô, que se zangou à brava com os filhos por desperdiçarem a oportunidade.
Acabaram quase por cortar relações e vir estudar para 'o continente' sem apoio do pai.
Pois... e a mim apetece-me logo dar uma de "oh pra mim tão fina que já morei no "istrangeiro". Mas lá, em 6 meses, só me cruzei com uma senhora (80 a 90 anos) que, pasme-se não falava inglês! E eu não estava num país cuja lingua oficial fosse essa. Porque a taxa de pessoas que falam uma segunda lingua é abismal. suponho que o analfabetismo seja residual (rimou :PP).
O que me magoa mais por cá é que TANTOS idosos tiveram uma vida tão dura logo na infância... e depois na 3ª idade é o que se sabe!!! Enfim...*suspiro*
O Cool que história FANTÁSTICA!!! Quer dizer matéria para um livro não falta nessa família ;))))
A minha avó também não sabe lêr e é dos maiores desgostos que tem. A minha avó seria uma pessoa que se daria bem na blogosfera, que ela é toda dada a filosofar e desertar. Quando aprendi a escrever muitas vezes ela me pedia para passar para o papel as suas palavras, ela fazia quadras, poemas, cartas para os filhos que mais pareciam romances...
se calhar perdeu-se uma escritora e não se sabe
:D
Que bonito Patrícia! Quem sabe um dia não escreves por ela ;DDD
Devem ter-se esquecido dos óculos, vamos pensar assim, sim?? :(
E já agora, vê se nesse super não precisam ninguém para ir estudar a qualidade das cebolas para a Austrália, sim???
Qto aos emigrantes, só depois de emigrar por uns míseros meses é q eu percebi pq gostavam tanto do "Made in Portugal"... tudo o q é nosso passa a ser fenomenal.
Tu vais ao super todos os dias?? Ou és daquelas (como eu!) q se esquece sempre de alguma coisa, mesmo estando escrita na lista!!
Fren, eu sou das que não faz lista LOL
Vinha dissertar sb os emigrantes e leio a primeira frase da Cristina: vivi uns anos na Madeira e pensei «Meu Deus por causa do Prison Break e do House e das outras séries todas incluindo o Grey ando a perder mta notícia. Atão a Madeira já ñ é nossa e ninguém me avisou?» :)
Tb tenho uma avó q ñ sabe ler, mas sabe os números de telefone da famelga toda (q ñ é pequena) q estão guardadinhos numa listinha sagrada. (q só ela sabe ler, claro)
não me faças rir tanto que me doi TUDO!!!
bota faladura: a Miranda é o House de saias?
pois era! o meu avô tb tinha uma diz que é uma espécie de agenda que SÓ ele sabia ler! o mais engraçado era que várias pessoas que privavam com ele não sabiam que ele não sabia ler... outros tempos, claro!
Esse episodio com os velhotes ja me aconteceu mais que uma vez e nao consegui deixar de sentir um no no estomago quando li o que escreveste...
Bem mas eu venho e mandar umas bocas sobre os emigrantes.
Primeiro, a conducao. Tirei a carta em Portugal, mas nunca conduzi tanto como conduzo aqui. E tenho que dizer que o Verao passado (nas minhas ferias de emigra, pois entao) me deram 3 ataques cardiacos diarios enquanto conduzia.
Quanto ao portugues estive ontem a falar sobre isso com a minha mae. Faz-me muita impressao, aqui n'America, que filhos de portugueses nao saibam sequer falar portugues. Eu vou concerteza falar portugues com eles, sempre. Alias vem-me um sorrsiso aos labios de pensar que vai quase ser o nosso codigo secreto familiar, ninguem nos vai entender :))
claro q ñ é, falta-lhe o tom assertivo. aliás, acho q é a personagem mais insípida da série. agora vem aí a sousa bater-me, mas ainda ñ percebi o porquê do nome anatomia de Grey. com tt personagem forte na série, a Miranda (Grey) é a mais insonsa.
Chiqui, chiqui,
tu és uma emigra nas américas :DD Muitooooooo diferente :D
mas, quer dizer, "na" (LOL) França não há rotundas??? Na Alemanha não se usam piscas???
Flores,
ui... forte e giros? ;DD
Ela é Miranda? Ela não é Miranda! Mas não me lembro do nome, caraças.Por acaso é enjoativa como o raio essa Grey. A minha avó tb não sabe ler, mas conta cada história, cuidado com ela. Eu é que fico horas a ouvi-la. E ninguém a engana nas compras. É linda a minha avó, ora pronto. Quanto a emigrantes, podes fazer piadas à vontade. Tb gozamos connosco, porque não com todos os outros? :)
como saberás tb ando embeiçada com o Wentworth Earl Miller III (Michael Scofield prós amigos) logo tudo o mais me parece insípido, como a Miranda. LOL. Ai a sousa!!!!
Minha cara Flores:
A grey é a meredith essa sim é insonsa!!
A miranda é a negra pá!!
(tu és da familia da zuza?)
ai o scofield...
ahahahahaha dahhhhh oh das letras!! tb achei que, caramba, de insípida a mulher não tinha nada! pode não ser o house, agora pãozinho sem sal tb não :DDD
DESCULPEM! quem suspira pelo scofield sou eu!!!! que não tenho cabo logo não tenho muitas mais escolhas! na 2, á 5ª e à 6ª tb alegro a "bistinha" :DDD
Ehehehe, seguiu mail "ilustrativo"...
;p
portanto, mais valia estar caladinha. LOL
Tb quero ver esse tal de n sei das quantas Scofield
Oh Luz tu nao sabes quem o Scofield??????
Vai a Patricia, q ela pos a foto dele. É a primeira daquele post de gajos!
O primeiro? Não é o Macsteamy é? è que o MacSteamy já tem dona. Sou eu.
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