teatral IDADES
Fomos à ópera. Desta vez infantil. Desta vez os 4. Uma primeira parte morna, um pai a dormitar e duas miúdas a perguntarem de minuto a minuto: «Quando aparece a bruxa má??». Engraçado que a pergunta era a mesma mas o objectivo completamente oposto. A mai’ nova queria saber quando saltar para o meu colo (assustadiça é o seu midlle name :P), a mais velha queria saber quando começava o espectáculo a valer. Se podiam ser mais diferentes? Tenho dúvidas :D. Em casa as duas queriam saber se no fim podiam comer mesmo a casinha. É que há coisas em que a canalha é toda igual. Elas inclusivé ;))
O pano abriu para o III acto, a bruxa apareceu e superou expectativas. Saltaram as duas. A minúscula para o colo como combinado. A mais nova pediu para saltar para a 1ª fila que estava vazia. Nem se sentou. Ficou completamente vidrada. De vez em quando olhava para trás, sorria, e voltava a viajar (na vassoura). A-D-O-R-O-U. Eu, confesso, também. Ainda nem do teatro tínhamos saído e já ela avisava que assim que chegasse a casa era às óperas que ia(m) brincar. (A melhor maneira que temos de ver, literalmente, o quanto gostam das coisas, é a forma como as representam. Às vezes demora horas, ou dias, ou até meses como a ida ao Spa que deu brincadeira já tinha passado um mês. Todos os dias à noite brincam às escolas e só por ali eu sei que tipo de educadora têm, que actividades escolhem, que auxiliares elegem, que amigas preferem, até que comida deixam no prato :D).
Fizeram pacificamente o casting que a J. de bom grado deu a bruxa à irmã (que acumula com a encenação, pois claro) e escolheu ser a Fada do Orvalho (rapidamente baptizada de Fada do Carvalho pela L., que é tão gozona :DD Bem, antes isso que outra coisa). No regresso a casa foram distribuindo personagens pelas bonecas, escolhendo os cenários e a cereja no topo do bolo: imaginando os figurinos.
Em três tempos estavam em cena. Com muitas adaptações à mistura, e colaborações ao baralho que o pai é o artista que desenrasca adereços e a manhe dele a figurinista que desencarta modelos. A avó ainda agradeceu, que não quis ir connosco mas acabou a ter direito a espectáculo personalizado.

10 Comments:
fogo, ter filhas é mesmo fixe pá!
xxx
A
sim, isso é muito gajas. Eu lá em casa já não posso ouvir falar de futebol, pá!
Mto chiques, vós. :)
lol
precisando de uma actriz quase a sério, é só chamar[-me] q se as maçãs forem das amarelas e/ou das farinhentas, faço as 7hrs num instante :P
Fantásticas (as cachopas).
Bjkas
Ps: Pergunta indiscreta que pode levar resposta directa que não me ofendo (ora bem viverás tu perto de ou numa terra que tem o nome de um objecto de medição?)
Monikyta,
You’ve yourself a deal ;))!!
e tenho a dizer-te q em 3 horas chegas cá pá!. A menos q venhas de bicla ;DDD
e qdo estiveres num palco é favor avisar q tb fazemos kms para te ver ;)
Que fixe... É muito bom qd há essa sensação de tiro certeiro, não é?
:) A Leonor ia gostar mas como a J. Ao meu colo, assustada mas sempre com um olho no palco. LOL
Cristina
E são estas coisas que me fazem pensar que deve ser tão divertido ter uma filha fémea. E dai talvez não, que os irmãos ensinavam-lhe a jogar à bola, às lutas e pronto, estava (outra vez) tudo estragado e lá tinha eu de calçar (outra vez) as chuteiras.
Sim senhora, isso é q é dar cultura às cachopas!! :)
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