quinta-feira, abril 16, 2009

ex CITAÇÕES pedagógicas

Bem sei que andam por aí uns senhores a vender livros dar entrevistas educativas. Tenho gostado do (pouco) que tenho lido. Mas quem me encheu mesmo, mesmo a medidas foi o, podem pasmar :P, comendador Marques. A Cool, generosa que é, fez o link para o artigo.

Eu passo para aqui as frases que vou mostrar às miúdas se elas um dia quiserem as referências bibliográficas com que as eduquei . LOL

«…
Voltei para casa e olhei para o rancho de filhos que estava a criar. Vi que eram todos diferentes e que não havia modo de ser camarada deles todos. E então pensei: E, se eu não ligar nada ao Prof. Obo, o que acontece? E foi o que fiz. É verdade que um caiu da árvore, outro partiu uns ossos num mosh e um terceiro apanhou uma tareia de um segurança. Mas eram eles que estavam a crescer, não eu, e portanto as trapalhadas, as dores e as emoções teriam de ser deles.

Fiquei contente, a mim bastava-me tirar a moral das histórias e aconselhá-los, por vezes puni-los, outras recompensá-los.

Descansei. Não há nada mais cansativo do que querer ser jovem quando se é pai. E se houver autoridade, eles ainda gostam mais. Com a vantagem de, assim, se poder criar um rancho de filhos sem ficar maluco.»

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15 Comments:

Blogger Eu said...

Sinto-me descansada, como o Comendador! :P

abril 16, 2009 1:59 p.m.  
Blogger Flores said...

«Oh filha, quando isto não vai lá com pediatria, passamos à burguesia!» :D

(Comendador é burguês, não é?)

abril 16, 2009 2:17 p.m.  
Blogger Luz de Estrelas said...

Por acaso gostava de conhec~er os filhos desses senhores todos. Aposto que primeiro criaram-nos mal e só depois escreveram as papaias. LOL. Os meus serão criados pelo método IMPROVISO e VALORES PESSOAIS. Método Luz de Estrelas, mais concretamente. Depois qdo eles form adultos, posso sempre escrever um livro com teorias contrárias às que apliquei, porque se aquelas não resultaram, então as opostas devem resultar. Quero lá saber se um especialista mata, o outro esfola, o terceiro diz para os espancarmos com a colher de pau e o quarto para lhe arrearmos com o cinto. Se eu fracassar, o fracasso é todo meu e e não o dou a ninguém. MEU e todo meuzinho. E tb tenho alguma renitência quanto a papás (que se fingem) jovens e modernos para serem os grandes amigalhaços dos filhos. Querer ir atrás deles para as discotecas ou participar nas suas festas. Cada macaco no seu galho. Perdoem-me mas eu sempre detestei ver a minha mã na discoteca. Ficava embaraçada eu e os meus amigos. Ela que vá dançar para outra discoteca, mas não na minha. Entretanto cresci e agora isso não me incomodaria nada, mas na altura sim. O conceito de amizade entre pais e filhos é diferente da amizade entre amigos. É mais forte, duradoura, eterna, mas que é mais sujeita a provas. Inquebrável, mas dolorosa. Porque temos de ser nós, quase sempre, a dizer-lhes o que eles não querem ouvir.

abril 16, 2009 2:47 p.m.  
Blogger Mae Frenética said...

Eu, q nem sequer fui criada pelos meus pais (so depois dos 10), faz de mim o q?
Eu ate acho q sou tao equilibradinha... e tenho a certeza q nenhuma das minhas avos leu o q quer q seja.

So amor. Va la, e uma palmada de vez em qdo.

abril 16, 2009 3:36 p.m.  
Blogger Cristina said...

LOL. Gostei do método Luz de Estrelas. Improviso e valores pessoais...
Continuo a achar que podemos ler as teorias todas - e eu gosto de ler - e adaptá-las à nossa realidade. As crianças são todas diferentes, os pais também, e as circunstâncias de cada família também... Pelos vistos, até a ordem de nascimento é importante. Na verdade, é uma lotaria.
Cristina

abril 16, 2009 3:53 p.m.  
Blogger Rita Camões said...

Observação muito interessante a da Mãe Frenética. Tenho várias amigas que foram educadas pelos avós ou porque os pais estavam no estrangeiro, ou por outras razões quaiquer. Hoje são pessoas fantásticas e emocionalmente equlibradas.

bjkas

abril 16, 2009 4:15 p.m.  
Blogger Luz de Estrelas said...

E nas terras pequenas, as crianças são criadas com a família toda, pq a malha familiar é tão fina e está tão presente que todos educam. E há muito respeitinho! Sem leituras!

abril 16, 2009 4:38 p.m.  
Blogger M said...

eu tb, cm a fren, fui criada c os meus pais a partir dos 10 [se é q aos 10 ainda se cria alguém...]

e n sei se sou mt equilibradinha LOL

bj meu

abril 16, 2009 7:13 p.m.  
Blogger T said...

Gostei muito, sobretudo da etiqueta. Ainda ontem estive a falar com uma amiga sobre isto. Faz-me lembrar quando se escreve uma tese (pelo menos se nunca ninguém ouviu falar de ti e a tua opinião tem o peso da de um caracol), em que até podes ter uma opinião mais ou menos válida, mas convém que cites alguma doutrina que vá no mesmo sentido (nem que seja um gajo de quem ninguém ouviu falar e que viva nos nossos antípodas)... Parece que temos de nos justificar e se possível com bibliografia própria das opções que tomamos... Chiça, tempos difíceis :P

abril 16, 2009 7:58 p.m.  
Blogger Ana Pessoa said...

eu gostava de ser assim, como o comendador, como vocês, mas não consigo.

aliás stresso-me tanto que acho que um destes dias tenho um avc antes dos 40 (da-se...)

resumindo: invejo-vos e admiro-vos

xxx

A

abril 17, 2009 11:48 a.m.  
Blogger Cool Mum said...

:D
o Comendador é que sabe!

abril 17, 2009 11:53 a.m.  
Blogger anne said...

lol para a etiqueta.
mas eu não vou ter essa desculpa, eu não li nenhum livro de nenhum deles, vou ouvindo/lendo uma coisa aqui outra acolá, mas nem me dou ao trabalho de lhes seguir os conselhos.
portanto, a culpa será toda minha!!

abril 17, 2009 12:05 p.m.  
Blogger Loira said...

Para a etiqueta, entre outras pérolas: ó mãe, mas porque é que quiseste levar epidural??? Não gostas de mim? LOL

Estupidez e descontracção natural, portanto. Olha, eu gostei, revi-me e fiquei fã!

abril 17, 2009 6:19 p.m.  
Blogger Zuza said...

LOLOL

ou então: pois pois tu nem me deste de mamar como podes agora exigir melhores notas???

abril 17, 2009 6:24 p.m.  
Blogger CGM said...

Gostei e revi-me, vou agora lá ao link da Cool, que me passou ao lado. Eu sou muito descontraida na educação dos meus filhos, se calhar descontraida demais. Vejo-os crianças felizes e equilibradas, que se portam bem, mas também se portam muitas vezes mal e isso vai-me descansando.

(God! O que me dirá o meu mais novo, que optei por cesariana? Não quero nem imaginar)

abril 30, 2009 2:58 p.m.  

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