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Muito bem que as miúdas não andam no karaté (andei eu, conta?), que não lhes descasco maçãs para o lanche (mas produzo-as, conta?), que ainda não fiz nenhuma bainha (mas isso é porque de cada vez que me sento à máquina elas pedem-me que faça travessões, conta?), que não as vejo acordar (mas que todos os dias sou acordada por elas a enroscarem-se em mim, conta?).
O que me encantou mesmo foi a parte do «ver-te crescer é o maior prazer da minha vida» … mas o resto estava tão bonito, para não variar, que veio por mais valia :D!
«Através do vidro vejo-te crescer. Vejo-te nadar. Vens à superfície. É o vidro que me permite deixar-te sentir o institinto de sobrevivência. O vidro e as palavras do V. quando te levei, minúsculo, à minha última sessão. Deixar as crianças lidarem com a frustação faz adultos saudáveis. Ver-te crescer é o maior prazer da minha vida. Sinto-o quando carrego o saco da natação, a lancheira, a mala da escola e o falto do karaté. Sinto-o quando preparo o lanche e descasco maças todas as manhãs. Sinto-o quando te faço bainhas e desfaço bainhas. Sinto-o quando te vejo acordar enroscado ao edredon. Vais sempre feliz para a escola. O G. está sempre bem disposto. Voltas sempre feliz da escola. Ficas feliz na casa da avó. No colo do teu pai. A pedir mimos à nossa família-grande. Ver-te feliz é o maior prazer da minha vida. Talvez isto seja cíclico e tu vais criar filhos existencialistas que me darão bisnetos felizes. Ver-te feliz faz-me feliz. Minto se disser que ser-mãe é tudo na minha vida. Mas ver-te crescer é o maior prazer da minha vida»
O que me encantou mesmo foi a parte do «ver-te crescer é o maior prazer da minha vida» … mas o resto estava tão bonito, para não variar, que veio por mais valia :D!
«Através do vidro vejo-te crescer. Vejo-te nadar. Vens à superfície. É o vidro que me permite deixar-te sentir o institinto de sobrevivência. O vidro e as palavras do V. quando te levei, minúsculo, à minha última sessão. Deixar as crianças lidarem com a frustação faz adultos saudáveis. Ver-te crescer é o maior prazer da minha vida. Sinto-o quando carrego o saco da natação, a lancheira, a mala da escola e o falto do karaté. Sinto-o quando preparo o lanche e descasco maças todas as manhãs. Sinto-o quando te faço bainhas e desfaço bainhas. Sinto-o quando te vejo acordar enroscado ao edredon. Vais sempre feliz para a escola. O G. está sempre bem disposto. Voltas sempre feliz da escola. Ficas feliz na casa da avó. No colo do teu pai. A pedir mimos à nossa família-grande. Ver-te feliz é o maior prazer da minha vida. Talvez isto seja cíclico e tu vais criar filhos existencialistas que me darão bisnetos felizes. Ver-te feliz faz-me feliz. Minto se disser que ser-mãe é tudo na minha vida. Mas ver-te crescer é o maior prazer da minha vida»
Etiquetas: Roubado a “Dias de uma princesa”. Ainda que (con)sentidamente ;)))

15 Comments:
Lindo, mesmo!
agora sim! acabaste com o resto! bj
Très bien!
Já tinha lido. As últimas duas frases dizem tudo!
Cristina
:))
Queres pôr-me a chorar? Ha!!!
Tão lindoooooo!
So, so, so true. :)
Nem pensar Ana,
logo tu que alegraste o meu início de dia :DD
Viste o babe?
É o do sexo e a cidade-o filme! O personagem chama-se DANTE....tão apropriado :)
Eh pá, lá voltamos ao mm, mas qdo vi o babe de manhã só me perguntava em q mundo é q eu vivo q ñ conheço ninguém ou onde é q estas gajas vão desencantar estes gajos. :D
Eu conhecer até conheço... saber os nomes é q no way, o q torna o (des)encantamento mais dfícil LOL
Então hoje não há ramboia?
Oh Ana, Dante faz-me lembrar o Inferno. Já se fosse DENTE. LOLOL
Flores, se quiseres mostro-te mais. É que tenho de lavar a vista de vez em quando com estas paisagens e posso partilhar :)
Tão bonito :)
Beijo
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