sexta-feira, novembro 16, 2007

(ex) CITAÇÕES

«… É que qualquer mulher que saia de casa está a abandonar os filhos e é uma galdéria. Qualquer homem que saia de casa está só a separar-se.
…
Apesar de não ter paciência para muitas mulheres, acho-as, quase a todas, umas heroínas. Engravidam, enjoam, ficam sem dormir, engordam e emagrecem, trabalham, cozinham, têm problemas de saúde (também pela falta de descanso) e ainda conseguem ter vontade de dar um amor incondicional aos filhos. O pai ausente abdica de 30 por cento do seu ordenado para a pensão, vê os filhos de vez em quando e parece-lhe tudo bem.»

In O sexo e a Cidália, NS

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23 Comments:

Blogger Ana Pessoa said...

e já há 34 anos que oiço a minha mãe dizer isso!!!

xxx

A

novembro 16, 2007 12:37 p.m.  
Blogger Flores said...

New Look? Isto com o Outono anda tudo em renovações. :D

Guarda conjunta? É a única q (me) faz sentido. Espero lembrar-me disto sp, se preciso for. É sinal q pusemos de lado toda e qq divergência q possa haver entre nós e pensámos nos superiores interesses deles.

Ser pai/mãe com horas e dias marcados deve ser difícil (impossível?) de gerir.

novembro 16, 2007 12:44 p.m.  
Blogger Zuza said...

eu pagava para ter o antigo de volta grrrrr

pois... mas ter duas casas semana sim, semana não, não baralhará as crias??? e isso partindo do princípio que ficam ambos a morar no mesmo raio de kms...

novembro 16, 2007 12:53 p.m.  
Blogger Flores said...

e ter mãe e pai em casas separadas não baralhará as crias?

novembro 16, 2007 12:57 p.m.  
Blogger Zuza said...

magoa. dói. custa.

o meu baralhar tinha mais a ver com as rotinas.

novas rotinas se criam? deve ser isso!

novembro 16, 2007 1:01 p.m.  
Blogger Zuza said...

(e agora lembrei-me do teu sms do outro dia e pergunto se não estarás tu baralhada LOLOL)

novembro 16, 2007 1:02 p.m.  
Blogger Flores said...

LOL, claro q não. mas pensei nisso (no sms) ao ler o post.

novembro 16, 2007 1:06 p.m.  
Blogger a mãe dos miúdos said...

eu confesso que a ideia de ter os meus filhos uma semana numa casa e uma semana noutra me arrepia. sendo que ambas são casas deles, a que casa chamarão a SUA casa? Confesso que não era capaz. Passar temporadas juntos nas férias, lindamente, agora no dia-a-dia? eles podem não ter trabalhos e reponsabilidade como os pais mas têm rotinas e preocupações próprias. Destabilizar ainda mais com mudanças semanais parece-me pesado.

eu confesso que é esta é a úncia forma de partilha que não me faz sentido. recorda-me, sistematicamente, aquela cena bíblica(?) em que duas mulheres reclamam a maternidade de uma criança e o juíz (???) diz que partirá a criança ao meio para que cada uma fique com metade.

existem outras formas do pai (ou mãe) estarem presentes, acompanharem.

conheço (assim mais ou menos) um casal que se separou com um filho de 8 anos. Moram a 2 quarteirões de distância um do outro. Ele está com a mãe e divide fins de semana e férias com os pais e avós. Falam ao telefone, ele e o pai, todos os dias. Quando o puto faz asneiras na escola o pai vai lá para falar pessoalmente com ele e sempre que ele se zanga com a mãe e diz que vai dormir a casa do pai, este nega-lhe isso. Diz que não o deixa, ao miúdo, utilizar o pai e a sua casa para fazer chantagem com a mãe. Fica a falar com ele ao telefone, leva-o à escola par falarem sozinhos mas não alimenta estas coisas. Não sei se é a forma correcta de fazer as coisas mas tem-me parecido lógica e a pensar no miúdo. (e ajuda o pai morar tão perto, claro. voltou para a sua casa de solteiro)

novembro 16, 2007 1:52 p.m.  
Blogger a mãe dos miúdos said...

Este comentário foi removido pelo autor.

novembro 16, 2007 1:52 p.m.  
Blogger a mãe dos miúdos said...

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novembro 16, 2007 1:52 p.m.  
Blogger a mãe dos miúdos said...

Este comentário foi removido pelo autor.

novembro 16, 2007 1:52 p.m.  
Blogger anne said...

No meu caso, mesmo que o R. quisesse, não podia ficar com ele durante uma semana inteira. Como trabalha por turnos, faz noites e fins de semana, o que impossibilita a opção. Eu agradeço,sinceramente. O D. vive comigo, o pai vai busca-lo quando quer, eu não o nego.

É estranho, é muito dificil, mas é o melhor. De que adianta uma criança ter os pais juntos se eles não conseguem trocar duas palavras sem ser aos gritos?
Eu tive muito medo da influência que a separação iria ter no meu filho,hoje sei que foi o melhor. Ele está bem, sabe que tem o pai e a mãe ali (só) para ele.

novembro 16, 2007 2:24 p.m.  
Blogger Cool Mum said...

Isto da Cidália é tradução livre?

Por mais injusto que seja (normalmente)para os pais, que ficam com weekends alternados e pedaços das férias, penso que as semanas alternadas causam mais pertur~bação aos miúdos. E não melhora com a idade, com a crescente independência, como se poderá pensar à primeira. E é muito complicado quando um dos pais refaz a vida, para já não dizer os dois.
Penso eu (e vejo, bem perto de mim.)

novembro 16, 2007 3:20 p.m.  
Blogger calamity jane said...

Pois não sei... Cada caso é um caso, também depende das idades, das disponibilidades, de tanta coisa! Mesmo assim, cheira-me que é tipo a democracia: "o pior de todos os sistemas com excepção de todos os outros"...

novembro 16, 2007 4:48 p.m.  
Blogger Mar said...

Pois eu acho que a guarda conjunta não faz muito sentido, se implicar os miúdos andarem de casa em casa.

Uma das minhas primas, que se separou da forma mais civilizada que já vi, tentou. E as miúdas sofreram imenso, há sempre a flauta que ficou esquecida em casa do pai, ou a camisola preferida que está em casa da mãe, os livros da escola. Querendo dar-lhes dois espaços, fizeram com que não tivessem nenhum a que chamar seu.

Agora vivem com a mãe. O pai vai lá sempre que quer. Até passam férias e Natais todos juntos (eu não conseguiria, Natal na ex-sogra?, mas admiro-a muito). Todas as decisões relativas à vida das filhas são dos dois. Isto é que é guarda conjunta, não o transformar as miúdas em nómadas.

novembro 16, 2007 6:11 p.m.  
Blogger Zuza said...

às vezes acho q vivo mm num mundinho à parte! os únicos dois casais próximos de nós q se divorciaram não tinham filhos. logo eu simplesmente não conheço nenhuma vivência familiar divorciada. Daí as interrogações. Vi um reportagem qq e realmente aquele corre-corre de casa para casa fez-me tanta confusão! pq por mto acordo q haja todas as semanas as crianças sofrem uma mini-adaptação.

E concordo Mar que essa situação talvez seja mm a ideal: mas requer mto estômago. Ou muito amor. ;DD Principalmente qdo um dos pais (ou ambos) se relacionam oficialmente com outras pessoas...
Tal como a Patrícia: o ir buscar qdo se pode/quer. Sem horas marcadas. O teu filho está mto bem entregue!! ;)))

Cool: sexo e a cidália? última página da revista do DN ao sábado???

novembro 16, 2007 6:39 p.m.  
Blogger Rakel said...

Família do outro mundo parece que é a minha e olha que já foi muito criticada por isso. Irmã e irmão estão divorciados e ambos puseram os filhos acima de todas as divergências que os deve ter levado a separar. Filhos ficaram com as mães mas tudo é partilhado e discutido. Férias, festividades e outos também muitas vezes em conjunto. Eu sinto que nunca tive ex-cunhados e continuamos a dar-nos muito bem e em relação à ex-cunhada considero-a como uma irmã. Os filhos ficaram naturalmente tristes com a separação mas nunca foram sujeitos a toda aquela pressão de decisão com quem deveriam ficar ou de quem foi a culpa.

Talvez isto na maioria dos casos não seja possível mas viver em duas casas é que não, até eu devia ficar baralhada.

novembro 17, 2007 1:19 p.m.  
Blogger . said...

Guarda conjunta não é necessariamente andar a saltitar de casa em casa.Pode ser só nas férias ou nos fim de semanas. Ou nenhum dos dois, como nós com o meu pai. Porque morávamos tão perto que era só apitar e já nós estavamos ao lado dele. Pior do que ter diferentes rotinas ou criar as novas, é os dramas criados à volta do assunto pelos próprios pais. Não há nada pior do que os pais não se esforçarem para parecer cordiais entre eles, dizerem mal um do outro e estarem sempre a criar obstáculos do género: se ele for aos teus anos, eu não vou, se ele for ao teu jantar de curso falto eu... e afins. O divórcio nada tem de dramático, se vivido com relativa normalidade (salvo as devidas excepções, em que um dos progemitores está longe e magoa a criança, pela ausência). E para isso os pais têm de se sacrificar pelos filhos, ajudando-os a encarar tudo de ânimo (mais) leve. Normalmente, o divórcio é bem mais trágico para quem se divorcia do que para os filhos, se as coisas forem "bem feitas".


Luz de Estrelas

novembro 18, 2007 2:47 p.m.  
Blogger . said...

*Perdão pelos erros gramaticais
** Caso anterior citado pela "Sou Eu" seria o exemplo ideal de como um divórcio pode não ser perturbador.

Luz de Estrelas

novembro 18, 2007 2:50 p.m.  
Blogger Diana Bento said...

Os meus pais divorciaram-se já há imensos anos e hoje é o dia que não falam um com o outro. Qual guarda conjunta, qual quê? Nem os (primeiros) fins-de- semana nem as férias (que acho que nunca existiram) foram pacíficos, isto porque ainda houve a madrasta (mais má do que a da Gata Borralheira) que se meteu ao meio. E passados já quase 22 anos, o meu pai só vem a minha casa se for às escondidas (pode alguém daquele tamanho ter 'medo' de uma mulher???), imaginem as vezes que ele viu o neto... Valeu-nos o pai 'adoptivo', senão tinha sido tudo (ainda) mais difícil. Posto o que já vi e ouvi, preferia ter todo o trabalho do mundo em cima dos ombros e o orgulho deitado para trás, mas dar ao(s) miúdo(s) o bem-estar necessário, com os fins-de-semana assim mais para o conjunto e até ia à minha sogra, oh se ia (mas o melhor mesmo é nem passar por isso...

E acho que abusei do espaço...

novembro 18, 2007 6:07 p.m.  
Blogger Repolha said...

Conheço dois casos de guarda conjunta e não há qualquer espécie de baralhação para as criaturas em causa. Uma delas tem hoje 11 anos e a outra 30. Os pais vivem na mesma rua e tem vidas amorosas refeitas; uma semana está com um na outra com o outro sem qualquer impedimento de estar com aquele com quem não está a não ser que o motivo seja zanga (o não me deixas vou para casa da mãe/pai é que não pode ser permitido). As regras são comuns, os pais, embora separados, educam da mesma forma. O Natal é em conjunto com casa cheíssima e há pequenos almoços no café ao fim-de-semana ou jantares de reunião. E se deixar um objecto em casa de um dá 20 passos e já está na casa do outro para o ir buscar... Não anda de malas atrás porque tem roupa em ambas as casas... etc, etc. Parece complicado mas na realidade é bem simples. E olha que falo de duas criaturas que, embora a diferença de idades, têm um traço em comum que se nota à distância: estão de bem com a vida.

Por cá, não sei se sobreviveria a viver semana sim, semana não com a minha filha. Mas tenho a certeza que ela não sobreviveria a ver o pai ou a mãe de 15 em 15 dias, com um jantar uma vez por semana. Este é o sistema que me parece surreal...

Beijos

novembro 18, 2007 11:00 p.m.  
Blogger Repolha said...

Ahhh - o de 30 já está em casa própria :)
Mas a rotina foi essa durante muitos anos

novembro 18, 2007 11:01 p.m.  
Blogger Mae Frenética said...

Eu fico mal disposta so de pensar q o meu filho ou meu marido ou eu so se iam ver de 15 em 15 dias... ja imaginam a dor??? Cruz credo...

novembro 19, 2007 3:28 p.m.  

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