Da série: SE A SÔDONA AGUSTINA O DIZ…
«”Não vivam juntos muito tempo seguido os esposos, para não acabarem por se defraudar” – disse S. Paulo, que de amor sabia muito. A frequência das relações, sendo amor ou amizade, perturba a sua constância. Distantes, os que se amam, reconhecem a falta um do outro; e sentem a necessidade de se juntarem para que a união valorize todos os sentimentos de perfeição.»
(nestes casos a união também valoriza outras coisas que rimam, ainda que não literalmente, com perfeição, não? … mas isto já sou eu a divagar :P)
«Inês nunca via os homens como inimigos. Eram seus colaboradores, seus empregados ou seus amantes; estes compostos por maridos legais que ela tratava respeitosamente, com esse conhecimento da gratidão que é o espírito das leis nas mulheres. Há homens sós, mas não há mulheres sós; elas sempre encontram maneira de emparceirar com tudo o que nãos lhes oferece resistência, inclusive um deus.»
(auch!)
«Uma mulher que se torna rainha por acaso da fortuna leva sempre com ela uma espécie da morte das ilusões de rapariga. Porque ser rainha acontece às mulheres como um risco e não uma glória. As mulheres não reconhecem a glória senão nos filhos, nos amantes e nas coisas razoáveis da vida, como a chave de casa e do coração das amigas».
(uau! Que é para não repetir o auch e a bem dizer até tem uma sonoridade parecida :P. Olha que pode muito bem ser uma das f(r)ase-chave da minha vida.)
«Não tendo um marido que sonhara, um snobe que mandasse lavar a roupa em Londres, o chique mais refinado, preferia estar na marquise que cheirava a café fresco, pronta quase a bordar sobre tule uma toalha de altar. Não tinha filhas, e as mulheres que não têm uma filha tornam-se rivais de si mesmas.»
(ah! Bom! Sendo assim fico muito mais descansada. Duplamente descansada ;DD)
«Casaram e foram infelizes. Na véspera, Maximina deu em chorar convulsivamente, mas aquilo durou pouco. Melchior foi vê-la, e pareceu uma despedida. – Adeus prima; espero que tudo corra bem. – Porque não há-de correr? No casamento basta que um se ache casado.»
(mega LOL)
In As memórias Laurentinas, de Agustina Bessa-Luís
E ainda só li meio livro. Vergonhosamente, que já renovei duas vezes a requisição. (Tss tss. Áudio livros davam um bela prenda. Ó se davam. Dás? LOL) Mas ontem dei-lhe um adianto! Digamos que troquei o habitual-almoço-animado-de-grupo-em-restaurante-barulhento por um pequeno-almoço-sozinha-com-a-ironia-da-SôDona-Agustina-em-esplanada-sobre-o-rio-e-debaixo-de-sol. D-i-v-i-n-a-l. Curiosamente, na terra das alheiras eu gosto mesmo é do pão.
(nestes casos a união também valoriza outras coisas que rimam, ainda que não literalmente, com perfeição, não? … mas isto já sou eu a divagar :P)
«Inês nunca via os homens como inimigos. Eram seus colaboradores, seus empregados ou seus amantes; estes compostos por maridos legais que ela tratava respeitosamente, com esse conhecimento da gratidão que é o espírito das leis nas mulheres. Há homens sós, mas não há mulheres sós; elas sempre encontram maneira de emparceirar com tudo o que nãos lhes oferece resistência, inclusive um deus.»
(auch!)
«Uma mulher que se torna rainha por acaso da fortuna leva sempre com ela uma espécie da morte das ilusões de rapariga. Porque ser rainha acontece às mulheres como um risco e não uma glória. As mulheres não reconhecem a glória senão nos filhos, nos amantes e nas coisas razoáveis da vida, como a chave de casa e do coração das amigas».
(uau! Que é para não repetir o auch e a bem dizer até tem uma sonoridade parecida :P. Olha que pode muito bem ser uma das f(r)ase-chave da minha vida.)
«Não tendo um marido que sonhara, um snobe que mandasse lavar a roupa em Londres, o chique mais refinado, preferia estar na marquise que cheirava a café fresco, pronta quase a bordar sobre tule uma toalha de altar. Não tinha filhas, e as mulheres que não têm uma filha tornam-se rivais de si mesmas.»
(ah! Bom! Sendo assim fico muito mais descansada. Duplamente descansada ;DD)
«Casaram e foram infelizes. Na véspera, Maximina deu em chorar convulsivamente, mas aquilo durou pouco. Melchior foi vê-la, e pareceu uma despedida. – Adeus prima; espero que tudo corra bem. – Porque não há-de correr? No casamento basta que um se ache casado.»
(mega LOL)
In As memórias Laurentinas, de Agustina Bessa-Luís
E ainda só li meio livro. Vergonhosamente, que já renovei duas vezes a requisição. (Tss tss. Áudio livros davam um bela prenda. Ó se davam. Dás? LOL) Mas ontem dei-lhe um adianto! Digamos que troquei o habitual-almoço-animado-de-grupo-em-restaurante-barulhento por um pequeno-almoço-

17 Comments:
Estou para ler alguma coisa dela há imenso tempo. Face a tão vil ironia, acho que vou tentar. Depois de acabar um que tenho em mãos muito complicado...
Bjos
Cristina
PS - boas castanhas
Fantástico, particularmente a das mulheres sem filhas!
Eu confesso que gostei mais da parte que mereceu o "uau". LOLLLL. A frase- chave da tua vida, mas sem amantes, portanto três quartos da frase- chave da tua vida. Ou não??? (pergunta de retórica).LOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
Luz de Estrelas
Tomei nota de TUDO. :)
Excelente (selecção) de leitura para ir de seguida para a cama! Beijos e boa noite
só fiquei mortinha por ler alguma coisa dela :D
Mais uma vez vou aproveitar as tuas sugestões de leitura… :)
Muito bom, as mulheres sem filhas!
Estrelinha, retórica ou não faço questão de responder!:DD
Que 3/4 nada! Com tudo a que tenho direito. Na ficção dela e, by the away, na minha realidade, marido e amante podem (e devem, acrescento eu) ser sinónimos. Sabes, às vezes temo até pelo dia em que deixem de ser. Sobreviverá este casamento a isso???? Esta pode ficar retórica LOL
Ah! E tb mantenho o plural. Não é por estar a viver o amor maior da minha vida q esqueço ou desvalorizo os outros q já vivi. Muito até pelo contrário ;D. Acho até q compreendes isto muito bem ;))))
Zuza, gostei da resposta! É que tens toda a razão. Amante e marido num só. :D Claro, sem esquecer os amores já amados e os gajos bons que por aí andam que, por acaso, me têm caído na sopa, à conta de umas obras grandes aqui à beira do trabalho. É que é trolhas e "inginheiros" que só visto, pá! eh eh eh
Beijo grande
Luz de Estrelas
obrigada pela sugestao! vai para a lista-de-livros-a-comprar-nas-ferias-do-natal-na-terrinha!
muito sabia a so dona agustina!
(audio-books?? a minha nova tara, ja que conduzo cerca de 1h e meia todos os dias. LOVE IT!!)
BJOS GRANDES (ja na ressaca da vindima :))
Gostei e ficou a apetecer-me ler a Sôdona.
Ass: A rival de mim mesma.
"as mulheres que não têm uma filha tornam-se rivais de si mesmas"
só concordo com isto se a senhora estivesse a tentar dizer que quem tem filhas rivaliza com elas...
digam o que disserem chega sempre a uma altura em que mãe e filha tornam-se rivais. Pode ser durante pouco tempo, podem conseguir atenuar o sentimento com uma cumplicidade especial, mas a rivalidade entre mulheres é inata e apanha todas. Infelizmente
é impressão minha ou as mães de rapazes sentiram o toque? :D
Este comentário foi removido pelo autor.
Estrelinha,
LOL
a tradição já não é o q era! ainda bem! e mandas piropos? :DDD
LP,
megaLOL
já pareces Pessoa: ora Liliboa ora rival de ti mesma LOL
prevejo um futuro literário LOL
Patrícia,
OBVIAMENTE q é esse o sentido da frase. A ironia, lá está!
E a minha, mais fraquinha, claro, ao dizer-me duplamente descansada!
Muito embora tenha ficado tremendamente feliz ao saber q ia ter a segunda menina. Rivalidade diluída sp é melhor que concentrada LOL
Flores,
Oh pra sintonia, “biste”?
Zuza, não mando porque parece mal, com esta barriga. LOLLL. Às vezes ponho-me a apreciar aquelas calças cheias de tinta e os capacetes e tal. Eles tb vão apreciando... até eu me levantar da mesa do café.
*Ai as hormonas. LOLLLLLLLLLLLLLL.Até nem é das hormonas, vá. É que os tipos são mesmo giros e a obra é das grandes, grandes. E demoradas, demoradas.
Luz de Estrelas
LOLOL só tu pá!!! :DD
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