terça-feira, outubro 10, 2006

DIVÃ (GAÇÕES)

(e porque, confesso, já tinha saudades de um comentário que dava origem a um post ;))

Acho sempre muita piada quando ouço/leio alguém a referir-se a um filho de 2 anos, e até mais, como “o meu bebé”. Penso logo: é o filho mais novo e não tenciona ter mais. Às vezes acerto.

Para mim elas deixam de ser bebés quando já andam!
É um marco de independência e de liberdade. De autonomia. Podia ser outro qualquer, mas para mim é este. Provavelmente porque a L. nunca gatinhou e o começar a andar foi muito importante nas nossas vidas (pobre sogra que durante meses (!!) passou horas, dias e semanas a andar pela aldeia de um lado para o outro de mãos dadas com ela. Não admira que toda a gente lá a conheça melhor até do que a mim :D). Acho até que o facto de ela hoje em dia não conseguir estar 2 minutos parada é tipo em recuperação por todo o tempo que se queria mexer e não conseguia :D.
É como se, de uma certa forma, elas ganhassem ainda mais vida própria. Serem cada vez mais delas e, por oposição, cada vez menos de nós.

Tenho muito pouco de mãe-galinha (blogues à parte :DD), no sentido em que não as quero no ninho e de preferência de baixo da asa. Nada disso!! Se é para ser de bichos, sou do tipo leoa. Gosto de as ver partir da toca, de se porem em pé, de as ver cair para logo se levantarem, de as ver sair do alcance visual (grilos à parte :D). Gosto que vão à procura da própria caça. Gosto de as ver juntas, como uma ninhada. Gosto de as ver "lutar" para logo fazerem as pazes. Gosto de pensar que isso as vai treinar para quando tiverem que "lutar" com "os de fora".
Gosto de as cheirar e de as lamber quando voltam. Gosto de lhes por a pata em cima quando as sinto a ir longe demais, de lhes afagar o pêlo quando se magoam, e muitas vezes de as deixar cair de propósito porque há coisas que só se aprendem bem assim. Gosto, se preciso for, de lhes rosnar para que saibam que pisaram o limite (não precisava era de ser tão alto… humpf.). E sou bem capaz, ah pois sou!, de afiar as garras e de ficar em posição de ataque se as sinto ameaçadas seja por quem for.

(Percebi melhor que nunca este meu lado animal (instintos á parte que a prof. de psicologia do 9º ano (?) nos explicou por a + b que isso do instinto maternal não existe!) quando aos 8 meses, e numa tentativa absolutamente frustrada, coloquei a L. numa creche. A confusão, senhoras, que o cheiro que ela trazia de lá me fez no cérebro. Tudo porque usavam toalhitas de uma marca diferente das nossas. Irracional.)


E eu, definitivamente e voltando ao início, sou muito mais mãe de crianças do que de bebés…

(… o que até pode ser uma vantagem dado que serão crianças por muito mais tempo do que foram bebés!! ;)))

19 Comments:

Blogger anne said...

eu tb me estou a descobrir mais como mãe de crianças de que de bebés (mas mesmo assim tenho saudades dele pequenino). mas não acho que eles deixam de ser bebés quando começam a andar, acho que depende da criança e da mãe. se for uma criança muito dependente pode ser "bebé" por muito tempo. e se for filho único ainda por mais tempo. e acho que me vou calar porque isto está a ficar muito confuso e de certeza que ninguém vai entender nada

outubro 10, 2006 12:23 p.m.  
Blogger Zuza said...

Ursita,
eu percebi-te muito bem ;))

por isso é que comecei por dizer "para mim" pq sei q para a maioria das mães não é assim...

outubro 10, 2006 12:27 p.m.  
Blogger Ana said...

Eu gosto 40.000 vezes mais desta fase da Leonor.
Gosto de a deixar ir e de ir observando de longe, vê-la conquistar tudo.
É pahhhh e detesto que os meus sogros andem na sombra dela, sempre amparando-a para não cair....uiii....tira-me do sério mas contenho-me porque não está muito tempo com eles também.

Gostei do post!

outubro 10, 2006 12:44 p.m.  
Blogger Tita Dom said...

:-)) Eu gosto de ambas as fases.A de bebé me encanta (é um crescimento como mulher e como mãe), a da criança deslumbra-me porque a mãe passa a ser confidente, amiga, exemplo de mulher. Entendeste-me??

outubro 10, 2006 1:02 p.m.  
Blogger Zuza said...

Sorrisos,

(isso do plural significa o que eu estou a pensar?? hum....)

Claro q sim!

A minha 1ª experiência com um bebé foi MUITOOOO dífícil! Qualquer dia escrevo um post sobre isso! ;))

outubro 10, 2006 1:12 p.m.  
Blogger . said...

Qual foi a explicação da tua prof para dizer que o instinto maternal não existe? Se nós somos todos instinto?

Adorei o post. E tb me fez imensa confusão qdo o Bi me chegou a casa com cheiro a infantário. E n era das toalhitas. Era um cheiro indecifrável, que n era meu nem dele.

outubro 10, 2006 1:22 p.m.  
Blogger Márcia Carvalho said...

"Puto charila" para mim é a melhor fase... falar-lhe, entendê-los, explicar, ouvir, imaginar e criar juntos!! (odeio sentir nele o cheio a perfumes de outras pessoas...chego a dar-lhe banho... ao da escolinha fui-me habituando)

outubro 10, 2006 1:26 p.m.  
Blogger S.A. said...

Isso do bebé... eu chamo bebé á Camila... pq é a mais pequenina... e gostava de ir ao 3º... daqui a uns... 3/4 anos... se me conseguir esquecer do trabalho que estou a ter agora...
(acho q isto até nem teve nada a ver com o teu post... mas pronto... tenho sono... deve ser disso).

outubro 10, 2006 2:24 p.m.  
Blogger Zuza said...

Ana,
tem e muito! :D

mas eu disse q só acertava às vezes ;))))

outubro 10, 2006 3:11 p.m.  
Blogger Cool Mum said...

Eu cá acho que estás mais National Geographic, Discovery ou Odisseia.
(Canais da Cabo ;) get it?)

Quanto ao resto estou contigo. Gosto de as ver ir, e voltar, enquanto os vôos são curto. Quando começarem a ser de médio e longo curso acho que vai mudar de figura.

outubro 10, 2006 3:34 p.m.  
Blogger Zuza said...

Cool,
:P
de piadética LOL

Vôos é com as aves!! Eu é mais leões... correm mas não (e) migram... digo eu!! :DD

outubro 10, 2006 3:38 p.m.  
Blogger S.A. said...

(além do mais sem tv cabo... é dificil, ihihihihihihi!)

outubro 10, 2006 4:37 p.m.  
Blogger ddm said...

Uma vantagem de ter filhos com 4 anos de diferença é que neste momento tenho as duas versões, um bebé e uma criança.

Depois tenho dias...às vezes queria-a bebé, outras queria-o criança.

Com a Carolina também comecei a deixar de a sentir bebé quando começou a andar, com ele (provavelmente o último) vamos ver!

outubro 10, 2006 9:34 p.m.  
Blogger Clara said...

Estás a sair-te bem, pelo que me parece ;)

outubro 10, 2006 9:34 p.m.  
Blogger Loira said...

Pois olha, D. Zuza,qd o Zézinho começar a andar, ainda vai ser o meu bebé (é q desconfio q ele vai andar cedo)... qd ele começar a falar, continuará a ser o meu bebé... qd deixar as fraldas, o meu bebé será... qd for para a escola, idem... etc, etc, etc.
É que eu sou do género mãe galinha e já aprendi a viver com isso. Não é defeito, é feitio!!!
Acho q a tua prof de psicologia não era mãe. Eu tenho a certeza q o instinto maternal existe.
bj*

outubro 10, 2006 11:59 p.m.  
Blogger Paula said...

Olha eu estou mais na versão pré adolescente - bébé (quase 2 anos 2º filha não penso ter mais eheheh).

:o)

outubro 11, 2006 2:32 p.m.  
Blogger Mãe do Outro Mundo said...

Tenho que concordar que o instinto maternal é muito sobrevalorizado. E acho que não nasce, aprende-se. Confesso que até há bem pouco tempo, frases como "o teu filho" ou "vai à mãe" me causavam estranheza. Lembro-me de quando me telefonaram da creche para combinar o dia que ele começaria (aos 4 meses) fiquei siderada e peguei no telemóvel, liguei a uma amiga e a minha frase foi simplesmente: "Eu sou mãe!"

Passamos de filhas a mães e isso requer uma habituação; não nasce com o filho.

Bem, isto é pelo menos o que eu acho... Ai que o comentário tá quase do tamanho do post...

outubro 11, 2006 3:05 p.m.  
Blogger Quita said...

A questão do cheiro tb me causou muita estranheza no inicio e confesso que ainda hoje me causa... E confesso que tb prefiro a fase de criança à fase de bebé... Mas tb a B. foi um bebé muito dificil, pode ter sido por isso!!!

outubro 11, 2006 4:41 p.m.  
Blogger Karla said...

Eu então tenho duas bebés em casa: uma com 5 dias e a outra com quase 2 anos e meio :D Não tenho problemas nenhuns com isso; não faço por lhes promover a independência nem a dependência, tento reagir ao feitio delas. Mãe galinha? Talvez. Mas de certeza bicho-homem :D

outubro 12, 2006 10:28 a.m.  

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