ANDA (NÇAS)
E quando no sábado à tarde estava sentada nesta mesma cadeira, apoiada nesta mesma mesa e a teclar neste mesmo computador (looking for receitas de “Roti com ameixas” que almocei um na sexta-feira de comer e chorar por mais), de olhos postos nos piolhos (que uma mãe nunca, mas mesmo nunca, faz uma coisa só) que brincavam na varanda eis que vejo a L. a passar… e logo em perseguição a J.. E sorrio. E pára-me o cérebro por segundos porque algo ali não bate certo… e começo a ver tudo turvo (:P) porque a minha filha mais nova vai atrás da irmã como sempre, … mas a andar como nunca!!
E porque ser mãe duas vezes também se apreende alguma coisa, desta vez não dei gritinhos histéricos, nem sequer fiz alaridos. Sorrateiramente levantei-me e embeveci-me só de a ver fazer os mesmos metros tantas vezes rastejados, mas agora bamboleante e de olho brilhante. E porque a distância é muita ela via-se obrigada a fazer a meio uma pausa, levava as mãos ao chão, hesitava entre o gatinhar, mas punha-se imediatamente em pé enquanto gargalhava e seguia em frente.
(E aproveito logo para extrapolar onde é que nós, pessoas adultas, teremos perdido no percurso da aprendizagem esta capacidade… Porque tantas vezes depois de adquirirmos competências novas, insistimos em jogar pelo seguro e a parar de progredir. E ao vê-la assim, tão insegura mas ao mesmo tempo tão corajosa, arrepiou-me!)
Sim, eu sei que todas as crianças mais cedo ou mais tarde andam. A maior parte delas até mais cedo do que as minhas, mas a emoção destes momentos é tão forte que mesmo sem ter blogue ou qualquer outro arquivo, eu se fechar os olhos, lembro-me como tudo aconteceu com a L.
Desta vez fica o registo.
E porque ser mãe duas vezes também se apreende alguma coisa, desta vez não dei gritinhos histéricos, nem sequer fiz alaridos. Sorrateiramente levantei-me e embeveci-me só de a ver fazer os mesmos metros tantas vezes rastejados, mas agora bamboleante e de olho brilhante. E porque a distância é muita ela via-se obrigada a fazer a meio uma pausa, levava as mãos ao chão, hesitava entre o gatinhar, mas punha-se imediatamente em pé enquanto gargalhava e seguia em frente.
(E aproveito logo para extrapolar onde é que nós, pessoas adultas, teremos perdido no percurso da aprendizagem esta capacidade… Porque tantas vezes depois de adquirirmos competências novas, insistimos em jogar pelo seguro e a parar de progredir. E ao vê-la assim, tão insegura mas ao mesmo tempo tão corajosa, arrepiou-me!)
Sim, eu sei que todas as crianças mais cedo ou mais tarde andam. A maior parte delas até mais cedo do que as minhas, mas a emoção destes momentos é tão forte que mesmo sem ter blogue ou qualquer outro arquivo, eu se fechar os olhos, lembro-me como tudo aconteceu com a L.
Desta vez fica o registo.

20 Comments:
é mesmo assim... de arrepiar e para sempre na nossa memória!
Linda imagem.
Sabes, eu não as conheço, mas parece q as estou a ver. Dá para a acreditar???
deve ter sido um momento mesmo mto bom.
Bjs e boa semana.
:))
Boa!
Ainda bem que registaste.
Pus-me a pensar e o CPU não tem cá nada tão bonito em relação às minhas...
:)
Excelente registo
beijoca
Agora tens que comprar dois pares de galochas, sem contar com as tuas......Parabéns J.
Linda descrição (tu fazes-te... ;p)
Parabéns!!!!
Foi bonita também a forma como o descreveste. : )
Sim, sou a das riscas!!! :)
Que linda! :)
(Se és de onde penso, talvez até haja a tal aproximação, mas não por causa do Mário Viegas...) ;)
oh Mar,
e um comentário enigmático desses não dá origem a um mail na minha cx do correio?
:D
(tu pá... és tão parvinha! a tua sorte é q me fazes rir ;p Estava eu a dizer q até tens um "certo" jeitinho (dom) para a escrita pá! Olha q eu não sou de fazer elogios assim tão directos! Don't push your luck!)
Já lá está, já lá está!
deve ser realmente arrepiante ver que num instante a/0 nossa bebé está a tornar-se independente..
bjnho
Lindo texto este. Fizeste-me ficar de lágrimas nos olhos ali, num dado momento.
Beijo
É forte! É muito forte! Só tenho dizer parabéns à papoilinha pequenina. :)
Parabéns à J.inha!
Está a ficar uma crescida!
Lindo o texto.
(Como sempre!)
Beijocas
Que maravilha!! Deve ter sido fantástico e as experiências nunca são iguais pois não?
PS - Qualquer dia competes com a Frenética para editarem um livro!
Parabéns!!!
É um momento único certamente e ainda bem que pudeste assistir.
Enviar um comentário
<< Home