(des) ABAFOS. Escolares.
Disclaimer: eu sou do tipo umbiguista. Se está bem para mim e para as minhas então siga para bingo. E ás vezes a consciência pesa-me, confesso. Desculpo-me com a falta de tempo e lá contorno a coisa. Até á próxima.
Eu acho bonita esta (não tão assim) novidade dos maiores de 23. Sério que sim. Na linha das novas oportunidades e tal. Mas pergunto-me se depois não será uma grande falta de respeito para com toda a gente que paga propinas e impostos ter o nível de ensino tão em baixo, tão rasteirinho que mais não fazemos do que pisar nele.
Atenção, voltemos ao parágrafo 1, para mim tanto melhor. Ao 2º curso escolhi a instituição pela proximidade e não pela qualidade. No 2º curso basta-me o diploma para poder exercer e sei onde ir buscar a informação que preciso de apre(e)nder. Mas aos 35 tenho a mesma paciência que tinha aos 15 para professores que mais não fazem do que ler matéria nas aulas, ou seja, nenhuma! Com a diferença que agora não sou obrigada a levar com eles. Se é para ler, obrigadinha mas o meu sofá junto à lareira dá 10 a zero nas cadeiras das salas, os gritinhos histéricos das minhas filhas dão 15 a zero na voz monocórdica destes profs, e os meus colegas não são o Zuzo e não me trazem café nem bolo (calma, o bolo fui eu que fiz) de hora a hora.
Eu não chateio ninguém (e podia e se calhar até devia) por me apresentar exames que eu faço a brincar sem ter ido a uma aula e sem ter estudado (percebi que tinha exame no próprio dia :P). Não admito é que ainda por cima me chateiem a mim por não ter ido às aulas, por me recusar a ir à escola durante o meu horário de trabalho (o curso é pós-laboral, senhores!) para acompanharem um trabalho para o qual eu dispenso acompanhamento, por ainda não ter começado o tal trabalho que só tenho de entregar na 6ª feira.
Chamem-lhe mau-feitio, arrogância, o que quiserem. Tenho as minhas prioridades, é certo. Mas levo muito a sério os estudos. Sou eu que faço os meus trabalhos (e ainda levei com o riso trocista dos meus colegas que já os compram feitos). Parece que basta uma pessoa saber ler, escrever e ter corpo presente para tirar um curso. Isto assusta-me pá. Chumbem-me por falta de conhecimentos. Não me tentem é fazer a vida negra porque me recuso a picar o ponto! Ainda mais quando as razões para o fazer são cada vez menores.

15 Comments:
Estás a ver? É hipocrisia institucional. O que verdadeiramente importa é que as coisas se façam e, se se fizerem bem, melhor ainda. Não é prejudicar a vida às pessoas, com base em regras intransigentes. Mas isto é o que se faz na maioria das escolas/universidades do País, salvo felizes excepções. Eu cá curto é as pós- graduações on- line. Que ninguém lhes tire o mérito, porque a única coisa que dispensam é o corpo presente que, no restante, tem de se estudar e fazer trabalhos na mesma. Qualquer dia tiro uma!
Sabes que o mais ridículo no meio disto tudo é que eu não quebrei (nem quero!) regra nenhuma. Neste momento se eu não entregar o trabalho ou entregar e tiver ZERO a disciplna está feita na mesma com a nota do exame. Ou seja, está feita com as regras. A culpa é minha??? Qual é o problema dela???
(tinha de ser uma ela LOL)
Ela quer é que tu sofras. Eheheheheh
Eu também aposto no on-line, com alguma sessões presenciais. É o melhor. Principalmente para quem tem uma vida tão preenchida, com filhos, e emprego, etc...
Eles têm é inveja da tua produtividade!
Bjos
Eu acho q isso está a um outro nível, tb. O poderzinho. Há malta q ADORA o dito. Ah, não alapas o rabinho na cadeira desconfortável o dia todo, então és uma bad, bad girl, ainda q sejas uma good, good student. ;)
Eu tb sou adepta do e-learning.
Mas ate ai podes comprar os trabalhos.
O q vai acontecer daqui a uns anos vai ser q a escolha será feita no trabalho que mostras e o conhecimento q apresentas. Pq diplomas qq um vai ter.
mas que história é essa dos maiores de 23?
(qto ao resto, deixá-los falá-los qu'eles calarão-se-ão)
atão é o exame hadoc (??) do antigamente. Qq pessoa que tenha + de 23 anos (acho q nem precisa de ter 12º ano) faz um teste da treta e voilá está no ensino sperior. tudo mto certo. Mas depois há pessoa a ter inglês e metemática e tudo e tudo sem nunca o terem tido na vida... e para tirarem 10 vê lá o nível a q se chega...
Eu sofri disso quando estava na universidade com 19 anos. Já trabalhava e dispensava o picar do ponto quando não era preciso nem obrigatório. Alguns professores olhavam-me de lado mas tive melhores resultados que muitos colegas que lá estavam a tempo inteiro.
Este comentário foi removido pelo autor.
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Zuza, a verdade é que por muito que haja gente que entre pelo +23 porque não quis estudar enquanto devia, há os tais que nõ poderam. Cá por casa, a garande, grande fezada para o novo ano, é o marido entrar para a faculdade pelo +23 2 eu aproveitar as "novas oportunidades" para não ter que voltar a aturar professores para terminar duas disciplinas que não fiz quando as podia ter feito (eu, que ele n fez pq n pode). Do +23 n conheço e n faço. Das novas oportunidades estou lá. É uma palahaçada do pior. Verdade é que reconhece o pque aprendeste. Seja como fôr o 12ºano hoje em dia não é nada, ter ou não ter apenas importa para o que se faça a seguir. Por isso não vejo porque o vejas como falta de respeito. Acredita q para a faculdade a mensalidade continua a ser tudo menos baixa...
Fui eu q apaguei, publiquei o mesmo 3 vezes, dah!
Marta,
acho que não me fiz entender: eu acho que é uma falta de respeito uma pessoa (independentemente da maneira como entrou) estar a pagar para tirar um curso e não aprender lá nada, percebes?
queremos ser um país com uma % mto boa de licenciados? ok tudo bem. Seremos sim, mas com licenciados da treta! Pq é MTA treta o q hoje em dia se ensina e se exige num ensino que se pretende "superior".
desculpa mas mais do q a minha opinião, é a minha experiência!
Ah, nisso assino por baixo. Ainda hoje saí de lá com pena de estar aperder tempo a mostrar o que sei. Mais valia estar a aprender melhor... É o país que temos sim, valha haver como nós que não se ficam por aquilo que nos apresentam. E parabéns pela força.
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