quinta-feira, maio 28, 2009

Da série mitos infantis*: MENINAS = CONTOS DE FADAS?

Ahahahah, deixa-me rir que essa história não é a tua (minha rica filha L.)…

A miúda, já deixei escrito algures por aí, gosta de pessoas. Com tudo o que elas trazem incluído. Pacote, cabaz, whatever. Quer lá saber de histórias fabuladas se eu estiver virada para lhe contar a vida (nem que seja profissional) de um qualquer funcionário “meu” ou se a avó estiver predisposta a contar-lhe uma história qualquer do vizinho ou mesmo da pessoa por quem os sinos dobram (ás vezes eu e o Zuzo trocamos olhares quando ela se entusiasma e relata pormenores da morte ou mesmo da autópsia – mas a criança gosta e temos para nós que a relação delas é isso mesmo: delas. Para além de toda a carga genética que partilham e que me parece mais do que muita :D).

Este gostinho realista-ó-mórbido vem de longe. Ó-ó. Muito mais realista do que mórbido verdade seja d(escr)ita. Era ainda do tamanho da minúscula e já se escapulia para ir ver a matança do cordeiro (asae não lê blogues iô :P). Sempre adorou ver sangue e assim que alguém comunica que se magoou é vê-la aproximar a todo o gás para ver os estragos.

Ainda assim ainda estranhamos muitas vezes. Como quando andávamos entretidos a assegurar que ela não desse por falta dos coelhos e um dia chegou ela mais cedo a casa e deu com avó com a mão massa na carcaça. Que aconteceu? Tcharan! Foi o drama, o horror? Chorou baba e ranho?? Que nada! Saiu-lhe um limpinho e desconcertante:

«Oh ‘vó não podes matar outro para eu ver como é???» lol

(Matou, claro, que já ali em cima falei do tanto que as assemelha. Qualquer dia faz-lhe a (nova) vontade que a miúda já tem dito: «eh pá matar um porco é que deve ser mesmo giro»).

Impagável (e impensável) foi a minúscula a consolar-me a mim com as vantagens da cadeia alimentar. Depois de muito bem convencida pela irmã, claro está :D.

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16 Comments:

Blogger Rita Camões said...

A minha está constantemente a contar o dia em que viu a avó L. matar um frango e o desgraçado começou a fugir sem cabeça:S

Sabes "metros" de sangue...

maio 28, 2009 6:35 p.m.  
Blogger M said...

e eu achava q a tua maiuscula era ca das minhas....mas eu em pequena, à falta de um campo c essas aventuras, o maximo q fazia era cortar testas e dedos de bonecos p dps encharca-los de mercurio e ligaduras :S

a miuda ja sabe o q quer ser qd for gd? conheço mt medico c menos à vontade até c milimetros de sangue LOOL

bj meu

maio 29, 2009 1:52 a.m.  
Blogger Cool Mum said...

Tu és do tempo da série 'All Creatures Big and Small'? (acho que era 'Veterinário de Província')

Quer me parecer que a miúda tem futuro.

maio 29, 2009 9:45 a.m.  
Blogger S.A. said...

Demais!! LOOOL!

O meu Biléu é precisamente o oposto!

"Não pises!!! Cuidado!!! Olha o bicho!! Espera!!! - vai buscar um papel, apanha o bicho e tungas, põe-o no quintal - vá agora já podes passar"!!

:p

maio 29, 2009 10:43 a.m.  
Blogger Loira said...

HAHAHAHHA :D
Gostei :). Na parte das cusquices sou igual, já na parte de matar animais, hum... não gosto mto de ver, mas como, serve?
beijo

maio 29, 2009 10:55 a.m.  
Blogger Zuza said...

Cool,
o nome não me é estranho... mas eu não era de ver mta t"B" ;))

veterinária combina 100% com ela. Pq acreditem ela não tem maldade nenhuma, acha é tudo mto natural. do tipo: é a lei da vida! e eu q não sou nada assim acho o máximo.

É esperar q a cabeleireira q existe dentroi dela se vai embora. como a minha tb foi LOL

maio 29, 2009 11:03 a.m.  
Blogger Cool Mum said...

Nem precisa, basta-lhe ter uma secção de banhos e tosquias artísticas.

maio 29, 2009 11:08 a.m.  
Blogger Flores said...

LOL, mais do q mitos isso não será a velha dualidade cidade/campo? Mas lá q a miúda é uma valente isso é!

maio 29, 2009 11:17 a.m.  
Blogger Zuza said...

ahahaha ela vai amar essa sugestão :DD

Flores,
sei não. a minúscula não é nada assim. tão meiguinha! é a carga genética maternal a pesar, lá está :DD

maio 29, 2009 11:32 a.m.  
Blogger anne said...

O meu filho é o oposto, que nem aranhas me deixa matar. Obriga-me a pegar nelas (com papel higiénico, of course) e po-las cá fora.

maio 29, 2009 11:43 a.m.  
Blogger Cristina said...

Que gira! Estou a imaginá-la a contar aquelas histórias de tradição oral que passam de geração em geração. Com muito sangue à mistura, é claro!

Cristina

maio 29, 2009 3:18 p.m.  
Blogger Tita Dom said...

Nas cusquices somos iguais!
Mas já na morte dos bichitos a mais velha sai á mãe!
Cá na aldeia dá-se uma cacetada na cabeça do pobre coelho e é ouvi-lo a guinchar, parece ele que chora dizemos nós!
Admiro-a!
Eu encolho-me e tenho que sair da cena, juro! Naaa aguento! E Duda tal e qual!

Tens uma veterinária está visto! :)

maio 29, 2009 5:55 p.m.  
Blogger Zuza said...

Oh pá a miúda tb não mata nem formigas, nem aranhas, nem caracóis, nem etc... adora cães, gatos, pássaros, trata o hasmester q é um mimo. agora ela sabe q comemos carne. e sabe que a carne vem dos animais lol. e sabe que para comermos alguém tem de os matar. e ela acha isso simplesmente natural :D. it's a dirty job but someone has to do it LOL

junho 01, 2009 9:48 a.m.  
Blogger Ana Pessoa said...

eu também acho que matar um porco deve ser muito giro, o problema é os ginchos...

xxx

A

junho 01, 2009 10:39 a.m.  
Blogger Cat said...

Tststststs..eu por mim quanto mais sei desses pormenores mais as couves me parecem a melhor opção.Mas pronto lá está..alguém tem que sujar as mãos para podermos por uma perna de borrego a assar no forno.
E os cabritos?esses fazem mesmo dó..são tão lindos e tão saborosos.São das criaturas mais esquizófrenicas da criação.

junho 01, 2009 11:14 a.m.  
Blogger Márcia Carvalho said...

uma miuda com os pés na terra! O meu no dia em que lhe compramos o peixinho vermelho,tão lindinho, tão engraçado o que pergunta?: "quando este morrer podemos comprar outro?" Um do campo outro da cidade já percebmos que os nosso filhos são muito parecidos nisto do pragmatismo!

junho 01, 2009 3:20 p.m.  

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