re ENCONTROS in TEMPORAIS
No sábado sentei-me à mesa com o passado. Há quem acredite na eutanásia para acabar com amizades. Eu acredito em homicídios cometidos em autodefesa, por negligência ou simplesmente involuntários. Estavam lá todos. Muitos, muitos anos depois. Previa-se, portanto, ambiente de cortar à faca :P.
Levei comigo o(s) (meus) presente(s). Eles levaram o(s) deles. E foi naquela troca amena em que as respectivas crias fazem o seu charme habitual (eh pá só eu é que tenho meninas e é público e notório o ar derretido de qualquer pai/mãe que só tenha meninos. Eu, claro, jogo no oposto ;D), em que os nossos parceiros (esta palavra tem sempre um cariz tão sexual, não tem? Ainda bem que a escolhi então lol) trocavam ares de “só cheguei depois do crime cometido, eles são grandes eles que se entendam”, que o gelo (e não foi só o do Martini Bianco ou do Granizado:P) dos adultos outrora tão amigos derreteu. Como se todas as rugas, os quilos extra, os cortes novos e as cicatrizes no peito fossem (por) menores. E ao fim de dez, quinze minutos no máximo, o J. já só dizia piadas parvas, o N. já se metia com toda a gente, o Z. sorria meio envergonhado e eu soltava gargalhadas sonoras. Pelos vistos, há mesmo coisas que nunca mudam. Thanks God!
No domingo, que entre pés de dança, abraços e algumas lágrimas (credo sou tão chorona que até a mim própria faço aflição!), copos em brinde e cigarros enrolados (Tabaco. T-a-b-a-c-o minhas senhoras!!) já a noite passara a madrugada, viemos embora com a sensação que mais do que um passado fabuloso em comum há sérias hipóteses de termos, juntos e multiplicados, um futuro igualmente promissor. Basta querer (mos).
E um brinde à incrível noiva sem a qual nada disto teria (tão cedo) acontecido!
Levei comigo o(s) (meus) presente(s). Eles levaram o(s) deles. E foi naquela troca amena em que as respectivas crias fazem o seu charme habitual (eh pá só eu é que tenho meninas e é público e notório o ar derretido de qualquer pai/mãe que só tenha meninos. Eu, claro, jogo no oposto ;D), em que os nossos parceiros (esta palavra tem sempre um cariz tão sexual, não tem? Ainda bem que a escolhi então lol) trocavam ares de “só cheguei depois do crime cometido, eles são grandes eles que se entendam”, que o gelo (e não foi só o do Martini Bianco ou do Granizado:P) dos adultos outrora tão amigos derreteu. Como se todas as rugas, os quilos extra, os cortes novos e as cicatrizes no peito fossem (por) menores. E ao fim de dez, quinze minutos no máximo, o J. já só dizia piadas parvas, o N. já se metia com toda a gente, o Z. sorria meio envergonhado e eu soltava gargalhadas sonoras. Pelos vistos, há mesmo coisas que nunca mudam. Thanks God!
No domingo, que entre pés de dança, abraços e algumas lágrimas (credo sou tão chorona que até a mim própria faço aflição!), copos em brinde e cigarros enrolados (Tabaco. T-a-b-a-c-o minhas senhoras!!) já a noite passara a madrugada, viemos embora com a sensação que mais do que um passado fabuloso em comum há sérias hipóteses de termos, juntos e multiplicados, um futuro igualmente promissor. Basta querer (mos).
E um brinde à incrível noiva sem a qual nada disto teria (tão cedo) acontecido!
Etiquetas: Afinal, as amizades também ressuscitam. E serão talvez estas as melhores. Não convém é abusar da Grey que há em nós. Salvo seja.

8 Comments:
que bom!
(e eu bem que precisava de uma dessas amizades ressuscitada... talvez agora que ambas as partes têm filhos. talvez...)
Ressuscitam, pois! E é tão bom quando acontece! :)
Reavivam pelo menos. Diz-me a experiência que muitas continuam moribundas, sempre à espera de momentos desfibrilhadores como esse. Têm sempre, portanto, a capacidade de levar um choque que as desperta do torpor. Nunca morrem, as verdadeiras. Mesmo que em coma. O giro de tudo é isso.
:)
Que bom!!! E as miúdas adoraram, claro!
Coisa séria, pois, pois.
Se estivessem mortas e enterradas ser-te-iam indiferentes, e não é esse o caso.
(gostei especialmente da label)
tchim, tchim à noiva. e às amizades ressuscitadas. :)
Se ambas as partes estiverem "abertas" ressuscitam sempre!!!
gabo-te(vos) essa capacidade de ultrapassar esses pequenos-grandes-nadas-tudos que aqui a miha pessoinha não consegue.
Visto ter um excelente feitio, que os outros imperceptivelmente insistem em catalogar como intragável, amizade acabada está isso mesmo - acabadinha e sem retorno. E o que já me custou ser assim...
xxx
A
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