sexta-feira, agosto 17, 2007

COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE

O livro chegou cá a casa há muitoooooo tempo pelas mãos da minha querida tia F. Vinha, dizia ela, emprestado pela minha prima C. e com a seguinte recomendação: “Ela vai adorar. Fala muito em comida”. A minha fama precede-me, sucede-me, or what? :P

Meti-o na estante da sala (não deixa de ser engraçado eu agora escrever alguma coisa e tu poderes visualiza-la. Estranho. Muito estranho) e não me lembrei mais dele. Nem dele nem de nenhum.
De regresso às leituras foram várias as vezes que lhe passei o dedo (e se a Dona E. lhes tivesse passado o pano é que era mesmo bom!) mas nunca acabava por ser ele o escolhido. Não calhava.

Numa noite de insónia recente. Coisa rara. Calhou estar a começar o filme. E pareceu-me bem para adormecer. Errado! Nada mais errado. AMEI. Pode não ser um grande filme. Mas gostei tanto, tanto! Tanto que no dia seguinte fui ler o livro (e dá-me ideia que nunca um livro terá sido tão fielmente reproduzido). Porque para lá da comida. E da cozinha. E dos cheiros e sabores que não se vêem mas se imaginam, o livro/filme fala de uma coisa que me é muito cara: a diferença de tratamento que se dá aos filhos. Filhas, neste caso. Das injustiças que voluntariamente se cometem em nome de tradições ou caprichos ou recalcamentos.

Porque o que estas miúdas, as minhas, mais vão ter é razão de queixa desta manhe. Qualquer ps(Á)icólogo barato lhes fará um rol da lista de traumas (e respectivas indeminizações :D) que a mãezinha delas lhes provocou (com tanta variedade/concorrência/agressividade os bancos não terão já uma "conta poupança traumas"??? Muito melhor que qualquer PPR :D). Mas, lá está, a ambas. Porque uma culpa com a qual esta manhe nunca conseguiria viver era a de prejudicar uma filha em beneficio da outra. O que é MUITO diferente de dizer que as trato da mesma maneira ou lhes dou as mesma coisas ou me relaciono com elas do mesmo modo…

(Mau foi ter às 5 da manhã, hora a que acabou o filme, um anjinho papudinho a buzinar-me ao ouvido para ir para a cozinha comer alguma coisa e outro preguiçoso a dizer-me que nem pensasse em levantar-me. Não me chegavam os traumas agora ainda tenho que (sobre)viver aos pecados mortais. Entre a preguiça e a gula venha o diabo e escolha).

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12 Comments:

Blogger Flores said...

Tens andado a recuperar da «directa»? :)

Não visualizei (o filme). :D Li o livro, mas se calhar esta é uma boa altura para o reler.

Sexta-feira (e estamos só nós?)

agosto 17, 2007 12:16 p.m.  
Blogger Ana said...

E esse livro também está na estante da minha irmã há espera que alguém lhe pegue e curioso é saber que existe um filme....nunca tinha ouvido falar dele!

o diabo é um gajo porreiro e deixa-te andar com as duas (ou os dois) :)

agosto 17, 2007 12:17 p.m.  
Blogger Flores said...

Ah - a gnoveva tb deve andar por aí. Nem q seja para questionar as tuas escolhas. LOL. Laura Esquivel deve estar no mm patamar de Sveva Casati... :D

agosto 17, 2007 12:17 p.m.  
Blogger Zuza said...

Ana,
pudera! a passar às 3h da manhã não deve ter grande share. ou shame. ;))

Flores,
LOL
Ando ler Francisco José Viegas. Numa de "O que é Nacional é bom". achas que aprova? :DD

agosto 17, 2007 12:24 p.m.  
Blogger ddm said...

Andas a acertar nos livros!
Gosto muito!
Ela faz-nos entrar na história de uma maneira que às vezes parece que consegues sentir o cheiro da comida. Também vi o filme (mas não desta vez, que a essas horas às vezes estou acordada mas á a acalmar choros!). :)

A Sveva é que não obrigada, aborrece-me. :P

agosto 17, 2007 12:33 p.m.  
Blogger Cool Mum said...

LOL
Degustei o livro, o filme (como quase sempre) é mais limitado.
Essas noitadas televisivas é que são o diabo. O outro dia dei por mim a ficar quase até às 4h por causa de episódios do Sexo e a Cidade que até tenho em DVD Dahhh

agosto 17, 2007 5:48 p.m.  
Blogger Tita Dom said...

Se ao menos eles resolvessem as minhas insónias e dor de dente! Humffff!
Jocas

agosto 17, 2007 5:55 p.m.  
Blogger Karla said...

Não vi o filme, amei de paixão o livro :)

agosto 17, 2007 10:25 p.m.  
Blogger chiqui said...

Ja vi o filme, e li o livro ( mito a frente..."portantos") :O

Gostei do filme.. mas foi o livro que amei de paixao. ser capaz de ler e sentir sabores e cheiros. ainda por cima de cizinha mexicana, pela qual me apaixonei perdidamente desde que me mudei para a "Mexifornia"

agosto 20, 2007 2:38 a.m.  
Blogger AnaBond said...

não vi nem li... está visto que tenho de colmatar esta lacuna.

agosto 20, 2007 12:38 p.m.  
Blogger AnaBond said...

(falei bem, não?)

agosto 20, 2007 12:38 p.m.  
Blogger Loira said...

Adorei o livro. é um dos meus preferidos. sabes q acho q qd um livro fica mto tempo na prateleira é pq ainda não chegou a altura "certa" para o lermos... qd essa altura chegar, ele encarregar-se-á de vir parar às nossas mãos.
bj*

agosto 20, 2007 1:08 p.m.  

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