(CUMPLI) CIDADE (S)
Porto.
Ontem. Eu e as 4 mulheres da minha vida: mãe, madrinha e filhas.
O Zuzo nunca mais chega e no fim-de-semana fui entreter-nos a casa dos avós.
A L. andava farta de pedir para andar de autocarro. E diz “autÓcÁrro” assim muito devagar, muito alto, muito segura, como se fosse uma coisa muito importante. E para ela era.
E não só andamos de autocarro como fomos andar de metro. Até deu, entre transbordos, para espreitar os campeões a correr no relvado do Dragão. E porque ela quando gosta não se cansa, aliás só o facto de não andar sentada numa cadeirinha a faria trocar o carro por qualquer outro meio de transporte que esta miúda mal pára quanto mais ficar presa, fomos até ao fim daquela “linha”: aeroporto.
Ela nunca lá tinha ido e na sua inocente lógica de “ai que fixe que hoje é dia de andar em transportes colectivos” pergunta de que é que estamos à espera para andar no avião :D. E eu rio-me. E ela fica muito sentida, “oh manhe isto não tem piada”!!! E não tem mesmo e eu lá lhe explico (sempre com um placard a publicitar viagens para Colónia por 19,99€ a fitar-me e eu a pensar que qualquer dia destes fazemos uma maluqueira dessas) da forma mais simples e mais verdadeira possível porque é incrível como ela agora percebe e aceita tudo desde que encontre uma lógica nas coisas em que a contrariamos.
Ontem. Eu e as 4 mulheres da minha vida: mãe, madrinha e filhas.
O Zuzo nunca mais chega e no fim-de-semana fui entreter-nos a casa dos avós.
A L. andava farta de pedir para andar de autocarro. E diz “autÓcÁrro” assim muito devagar, muito alto, muito segura, como se fosse uma coisa muito importante. E para ela era.
E não só andamos de autocarro como fomos andar de metro. Até deu, entre transbordos, para espreitar os campeões a correr no relvado do Dragão. E porque ela quando gosta não se cansa, aliás só o facto de não andar sentada numa cadeirinha a faria trocar o carro por qualquer outro meio de transporte que esta miúda mal pára quanto mais ficar presa, fomos até ao fim daquela “linha”: aeroporto.
Ela nunca lá tinha ido e na sua inocente lógica de “ai que fixe que hoje é dia de andar em transportes colectivos” pergunta de que é que estamos à espera para andar no avião :D. E eu rio-me. E ela fica muito sentida, “oh manhe isto não tem piada”!!! E não tem mesmo e eu lá lhe explico (sempre com um placard a publicitar viagens para Colónia por 19,99€ a fitar-me e eu a pensar que qualquer dia destes fazemos uma maluqueira dessas) da forma mais simples e mais verdadeira possível porque é incrível como ela agora percebe e aceita tudo desde que encontre uma lógica nas coisas em que a contrariamos.
E ela conforma-se, sorri e dispara: “E um cházinho podemos ir beber?” LOL. Pois claro que sim, nem que depois acabe a lanchar uma torradinha e a beber um leite morno que a irmã também agradece que já comeu um prato de papa, um boião de fruta mas isto dos dentes ainda lhe abriu mais o apetite e na escola até já começaram as boquinhas "de que ela come tão bem, que até temos que repetir” e eu só penso é desta que me aumentam a mensalidade que uma ainda vá que não vá mas duas já é um abuso!!
E a L. quis ver tudo. E a J. quis sempre andar atrás dela. E até descobriu uma sala com baloiços, escorregas e uma daquelas casas em miniatura que qualquer dia ainda me vai encher o terraço e esvaziar o orçamento. E gostamos tanto de lá estar, entre partidas e chegadas alheias. Gente a rir e a chorar. Curiosamente muito mais gente com ar “de quem faz isto todos os dias que até está farta” do que propriamente gente entusiasmada. As férias estão nitidamente acabadas. Assim pouca confusão para meu gosto que sou dada a aeroportos barulhentos (ainda me lembro muito bem que foi essa agitação na chegada a Schipol que me fez abrir os olhos ensopados, respirar fundo e não me meter imediatamente num avião de regresso. Segui, em vez disso, para o comboio que passa por baixo e que me levou para os melhores meses da minha vida enquanto euzinha, pessoa individual;)).
O regresso, este de ontem, aconteceu já depois de anoitecer que o Outono não perdoa e os dias já começaram a ficar mais pequenos que as noites. Humpf. A L. saiu, em ultimo, resignada, depois de se certificar que o metro “acabava” mesmo ali. :))
E a L. quis ver tudo. E a J. quis sempre andar atrás dela. E até descobriu uma sala com baloiços, escorregas e uma daquelas casas em miniatura que qualquer dia ainda me vai encher o terraço e esvaziar o orçamento. E gostamos tanto de lá estar, entre partidas e chegadas alheias. Gente a rir e a chorar. Curiosamente muito mais gente com ar “de quem faz isto todos os dias que até está farta” do que propriamente gente entusiasmada. As férias estão nitidamente acabadas. Assim pouca confusão para meu gosto que sou dada a aeroportos barulhentos (ainda me lembro muito bem que foi essa agitação na chegada a Schipol que me fez abrir os olhos ensopados, respirar fundo e não me meter imediatamente num avião de regresso. Segui, em vez disso, para o comboio que passa por baixo e que me levou para os melhores meses da minha vida enquanto euzinha, pessoa individual;)).
O regresso, este de ontem, aconteceu já depois de anoitecer que o Outono não perdoa e os dias já começaram a ficar mais pequenos que as noites. Humpf. A L. saiu, em ultimo, resignada, depois de se certificar que o metro “acabava” mesmo ali. :))

12 Comments:
Que programa bom! Qualquer dia tenho de fazer um desses - dia de transportes colectivos. Comboio+metro+autocarro que aqui o 2º ainda não vai até ao aeroporto...
:-))) diversificações... que mamã mais boa!
:-))um suspiro com um cházito até marchava
Um dia bem passado!!!
Beijo
Vai ser umas das memórias da L que vai ficar registada para sempre...
(Eu sou tão preguiçosa para essas coisas... )
Acho uma ideia fantástica, simples e que com certeza lhe vai ficar marcada para sempre.
Q rico passeio!...
Veio cá e nem avisou. :P
o meu adora esses passeios, é dia de festa andar de autocarro e de metro:P
Hoje em dia para muitas crianças andar de transportes públicos é mesmo uma coisa especial! Quando eu era criança especial era andar de carro, lol!
Quando vieres ao Porto leva-as ao funicular. Os miúdos costumam adorar! E já que estás na Ribeira vai dar um passeio de barco.
Beijo
:D O fascinio q os miúdos têm pelos transportes colectivos é uma coisa q me transcende. infelizmente, acaba-se lá pela adolescência em q começam a pedir motas e carros... pois...
bj*
Será pelo tamanho???
Eu penso que é pela liberdade de acção que lhes dá, pela independência que sentirão sem o cinto!
Na próxima, vai lá a Colónia, por esse preço, a miúda já só lhe fica a faltar um cruzeiro :P
e quando eu era miuda só queria era que me levassem a andar de carro! Generation GAP?! eheeheheh
AI foste a Invicta. E olha la como e que nao foste a Ribeiro comer os lanches mistos com as tuas meninas?
agora a serio, lembro-me da minha excitacao no metro de lisboa, qdo era miuda.....
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