SINÓNIMOS (DE VERÃO)
Deixar a L. numa abrasadora tarde de sábado na aldeia, em casa da avó paterna, é sinónimo de quando for buscá-la ela estar sem roupa, toda molhada, descalça e tanto com tanto de suja como de feliz. Porque esteve a regar as plantas com o regador, porque entretanto se regou a ela própria, porque em simultâneo se plantou na terra a correr atrás do cão, porque logo de seguida se meteu dentro do regador (!!), porque o regador leva pouca água para ela e para o cão, porque com mangueira é bem melhor, porque o padrinho ajudou à festa, porque as regras naquela casa são outras e eu não me importo nem um bocadinho!!
A avó materna, nunca, mas nunca, nem sequer em sonhos, a deixaria fazer estas coisas. :D
Claro que a vida é feita de compensações e a minha mãe deixa e leva-a a fazer outras coisas igualmente importantes. Isto de se ter uma avó tipicamente rural e uma avó puramente citadina é sinónimo de privilégio. E dos grandes!
Sábado de Agosto é sinónimo de bailarico em qualquer aldeia das redondezas. Os foguetes avisam da festa. A L. sente imediatamente o chamamento. Nós acedemos. E pior, até gostamos. A L. não pára de dançar. Eu recordo os arraiais da Queima. A J. arregala os olhos e os ouvidos para tanta cor e tanto som. O Zuzo, diz que não, que estas festas não lhe trazem lembranças juvenis. Bãaaa. A L. entusiasma-se ainda mais, eu ainda tenho que ouvir que a miúda tem a quem sair, cruza-se com várias meninas mascaradas de Floribela, (diria mesmo que a minha filha era a única criança under 7 que não estava assim vestida :D), encontra uma "partener" igualmente ritmada, inventam coreografias, assistem juntas ao fogo de artificio (não estavam proibidos???), o Zuzo descobre que afinal a outra menina é filha de um colega de infância dele e já passava da 1h00 (!!!) quando a convencemos a vir embora com a promessa de que seguíamos para outra festa (quem nunca inventou uma mentira “piedosa” que deixe o 1º comentário :D). A J. parou de arregalar. Eu parei de recordar. O Zuzo continuou a dizer que não se lembrava de nada. :D
(Ontem, qualquer banda sonora era motivo para a J. tirar o pé do chão e abanar o rabo. Lição aprendida :D. Vou ter de ouvir a duplicar ;))
Tudo repetir, portanto!
A avó materna, nunca, mas nunca, nem sequer em sonhos, a deixaria fazer estas coisas. :D
Claro que a vida é feita de compensações e a minha mãe deixa e leva-a a fazer outras coisas igualmente importantes. Isto de se ter uma avó tipicamente rural e uma avó puramente citadina é sinónimo de privilégio. E dos grandes!
Sábado de Agosto é sinónimo de bailarico em qualquer aldeia das redondezas. Os foguetes avisam da festa. A L. sente imediatamente o chamamento. Nós acedemos. E pior, até gostamos. A L. não pára de dançar. Eu recordo os arraiais da Queima. A J. arregala os olhos e os ouvidos para tanta cor e tanto som. O Zuzo, diz que não, que estas festas não lhe trazem lembranças juvenis. Bãaaa. A L. entusiasma-se ainda mais, eu ainda tenho que ouvir que a miúda tem a quem sair, cruza-se com várias meninas mascaradas de Floribela, (diria mesmo que a minha filha era a única criança under 7 que não estava assim vestida :D), encontra uma "partener" igualmente ritmada, inventam coreografias, assistem juntas ao fogo de artificio (não estavam proibidos???), o Zuzo descobre que afinal a outra menina é filha de um colega de infância dele e já passava da 1h00 (!!!) quando a convencemos a vir embora com a promessa de que seguíamos para outra festa (quem nunca inventou uma mentira “piedosa” que deixe o 1º comentário :D). A J. parou de arregalar. Eu parei de recordar. O Zuzo continuou a dizer que não se lembrava de nada. :D
(Ontem, qualquer banda sonora era motivo para a J. tirar o pé do chão e abanar o rabo. Lição aprendida :D. Vou ter de ouvir a duplicar ;))
Tudo repetir, portanto!

10 Comments:
Está a imaginar-te daqui a uns anos sem conseguir dormir, a olhares para o relógio (tipo às 5 da manhã), pq elas ainda não chegaram? Eu estou!!!
as tuas filhas são mesmo DEMAIS!
bj*
a olhar para o relógio mas é à espera das 5h da matinha para as ir buscar à "festa".
aqui em casa as 2 avós são citadinhas, mas mesmo assim qualquer coisa serve para ela se molhar e despir.
;)
O verão dá-nos simplesmente dias assim...
lolll
Eu nunca disse uma mentira piedosa.(já não vim a tempo do primeiro)
eu tenho tanta pena de não ter terra. Nasci em Lisboa, tal como toda a minha família. A terra Linda do meu marido, ninguém lhe liga exceptuando EU. Temos lá casa, mas um pouco "abandonada" porque os avós (bisavós da bi) já nos deixaram e a mãe do meu marido não gosta e quer vender. Há pessoas que não dão mesmo valor a essas coisas preciosas da vida.
E eu ando com desejos de sandes de courato e de fogo de artifício!
E que bem que deve ter sabido!!!!!!
Bjos
uma delicia de post....
Xiii, por cá há fogo de artifício todos os dias, e em vários locais ao mesmo tempo! (isto é muito bom para quem tenta adormecer uma crinaça cheia de energia).
Os teus posts são sempre animados e dão-me sempre vontade de sair do emprego e ir passear :)
(voltei e agora vou ali responder a e-mails que já me foram enviados quase no século passado :D)
Q rico fds... e essa avó rural faz tanta mas tanta falta!! :))
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