IRRITAÇÕES
(telefónicas)
Notinha introdutória: eu já trabalhei directa e indirectamente com inquéritos e estatísticas. Eram de carácter técnico, oficial e obrigatório mas ainda assim tínhamos que contar com a disponibilidade de quem respondia. Isto para explicar que tenho sempre a maior disponibilidade para atender qualquer tipo de solicitação telefónica ou porta a porta que se me depare.
Nas últimas semanas tenho sido confrontada com situações que me fazem ponderar esta minha disponibilidade. Eu sei que a maioria das pessoas não está sensibilizada ou mesmo com paciência para perder 5 ou 10 ou 15 minutos a responder a perguntas para as quais não encontra qualquer interesse. Sei que por isso as técnicas de marketing são cada vez mais atrevidas mesmo a nível pessoal. Também reparo que são pessoas muito novas a fazer este trabalho. Isso não me serve nem um bocadinho de desculpa. A educação tem idade???? Concordo e apoio que se use a boa disposição e o humor para cativar a atenção. Atrevimentos e ousadias: não!!!!!
Ao que interessa:
Caso 1: uma miúda altamente despachada (o que já são 5 pontos a favor dela) liga-me a dizer que ganhei um prémio no valor de 400 euros. Assim logo a abrir. Eu gargalho, claro. Ela admira-se e passa para um tom quase agressivo a explicar bla bla bla o que tenho de fazer para reclamar o prémio. E remata com um “está contente?”. Oh pá só me deu vontade de rir. Digo-lhe sim que estou muito contente, não pelo prémio dela, obvio. Ela ofende-se e parte para a discussão!!! Eu digo chega e com licença!!
Caso 2: um miúdo igualmente despachado e ainda divertido (podiam ser 10 pontos a favor dele) liga-me a perguntar se tenho TV Cabo (Ana pensei logo em ti :D). Eu respondo que não. Ele pergunta porquê. Eu respondo porque não quero. Ele pergunta se conheço o serviço. Eu respondo que conheço muito bem. E aqui a porca torceu o rabo. Ele achou que eu tinha que explicar melhor. Eu achei que não tinha que lhe explicar nada. Principalmente pela forma como ele estava a conduzir a conversa. Um discurso tu cá tu lá. Um à vontade a rondar o descaramento. Mais pergunta menos pergunta tive que dizer chega e com licença!!
Caso 3: Marketest. Vários telefonemas. Vários dias. Primeiro queriam alguém do sexo masculino. Depois queriam do feminino. Depois não podia ser na faixa etária do 30. Depois isto, depois aquilo. Irritante por si só. Eis que finalmente um rapaz (mais velho que um miúdo) decide que afinal posso responder a um estudo de mercado sobre bancos e empresas de crédito. Devia estar em treinos (e se assim fosse devia ter começado por me avisar, que é assim que se faz) porque a cada resposta ele além de ficar às aranhas para registar no computador, falava supostamente com a coordenadora a pedir autorização para passar á seguinte. Sem qualquer desenrasque. E sem qualquer poder de encaixe. Tudo a desfavor, portanto. Eu lá vou respondendo às perguntas a conta gotas, já com uns 30 minutos passados, a minha paciência achar que deviam era ser 60, até que me faz uma pergunta à qual eu entendo não responder. Estamos a falar de bancos, recordo :), e ele diz que não pode ser. Que tenho que responder. Caso contrário ele não pode continuar o inquérito. Que chatice, penso eu. Pausa enorme para reunir com a superiora. E comunica-me que lamenta muito mas assim não pode ser. Eu agradeço e digo com licença!!!
Se calhar sou eu que exijo demais. Sou eu que sou muito esquisita. Mas enquanto coordenadora, entrevistador meu nunca teve um comportamento ou um discurso destes. Garanto. E a taxa de respostas era mais do que boa. Era excelente.
Notinha introdutória: eu já trabalhei directa e indirectamente com inquéritos e estatísticas. Eram de carácter técnico, oficial e obrigatório mas ainda assim tínhamos que contar com a disponibilidade de quem respondia. Isto para explicar que tenho sempre a maior disponibilidade para atender qualquer tipo de solicitação telefónica ou porta a porta que se me depare.
Nas últimas semanas tenho sido confrontada com situações que me fazem ponderar esta minha disponibilidade. Eu sei que a maioria das pessoas não está sensibilizada ou mesmo com paciência para perder 5 ou 10 ou 15 minutos a responder a perguntas para as quais não encontra qualquer interesse. Sei que por isso as técnicas de marketing são cada vez mais atrevidas mesmo a nível pessoal. Também reparo que são pessoas muito novas a fazer este trabalho. Isso não me serve nem um bocadinho de desculpa. A educação tem idade???? Concordo e apoio que se use a boa disposição e o humor para cativar a atenção. Atrevimentos e ousadias: não!!!!!
Ao que interessa:
Caso 1: uma miúda altamente despachada (o que já são 5 pontos a favor dela) liga-me a dizer que ganhei um prémio no valor de 400 euros. Assim logo a abrir. Eu gargalho, claro. Ela admira-se e passa para um tom quase agressivo a explicar bla bla bla o que tenho de fazer para reclamar o prémio. E remata com um “está contente?”. Oh pá só me deu vontade de rir. Digo-lhe sim que estou muito contente, não pelo prémio dela, obvio. Ela ofende-se e parte para a discussão!!! Eu digo chega e com licença!!
Caso 2: um miúdo igualmente despachado e ainda divertido (podiam ser 10 pontos a favor dele) liga-me a perguntar se tenho TV Cabo (Ana pensei logo em ti :D). Eu respondo que não. Ele pergunta porquê. Eu respondo porque não quero. Ele pergunta se conheço o serviço. Eu respondo que conheço muito bem. E aqui a porca torceu o rabo. Ele achou que eu tinha que explicar melhor. Eu achei que não tinha que lhe explicar nada. Principalmente pela forma como ele estava a conduzir a conversa. Um discurso tu cá tu lá. Um à vontade a rondar o descaramento. Mais pergunta menos pergunta tive que dizer chega e com licença!!
Caso 3: Marketest. Vários telefonemas. Vários dias. Primeiro queriam alguém do sexo masculino. Depois queriam do feminino. Depois não podia ser na faixa etária do 30. Depois isto, depois aquilo. Irritante por si só. Eis que finalmente um rapaz (mais velho que um miúdo) decide que afinal posso responder a um estudo de mercado sobre bancos e empresas de crédito. Devia estar em treinos (e se assim fosse devia ter começado por me avisar, que é assim que se faz) porque a cada resposta ele além de ficar às aranhas para registar no computador, falava supostamente com a coordenadora a pedir autorização para passar á seguinte. Sem qualquer desenrasque. E sem qualquer poder de encaixe. Tudo a desfavor, portanto. Eu lá vou respondendo às perguntas a conta gotas, já com uns 30 minutos passados, a minha paciência achar que deviam era ser 60, até que me faz uma pergunta à qual eu entendo não responder. Estamos a falar de bancos, recordo :), e ele diz que não pode ser. Que tenho que responder. Caso contrário ele não pode continuar o inquérito. Que chatice, penso eu. Pausa enorme para reunir com a superiora. E comunica-me que lamenta muito mas assim não pode ser. Eu agradeço e digo com licença!!!
Se calhar sou eu que exijo demais. Sou eu que sou muito esquisita. Mas enquanto coordenadora, entrevistador meu nunca teve um comportamento ou um discurso destes. Garanto. E a taxa de respostas era mais do que boa. Era excelente.

12 Comments:
lol! Eu cá acho é que te saiem na rifa os cromos todos! ahahahah
Eu tb já apanhei uma do género: "quer receber livros infantis para o seu filho?"
E eu a peguntar: "como é q sabe q eu tenho um filho e, já agora, o meu tlm?"
"Ai mas isso interessa?"
"Interessa, pq eu não sei quem é a senhora, nunca a vi mais gorda e já fala comigo como se fosse da familia"
E ela: "escusa de ser mal-educada" E eu a pensar onde é q fui mal-educada...
Digo-lhe q ela é q não sabe fazer o trabalho q lhe propuseram - vendas - e q agora é q vou ser mal-educada e pronto, desligo-lhe o telefone.
Sinceramente, desde q o P nasceu é todos os meses uma marca de qq coisa para crianças a tentar vender alguma coisa. Já descobri q o meu tlm anda por ai, não sei onde começou e eu estou a irritar-me.
Até pq de vendas percebo eu e esta gente não sabe vender nada!!
Desculpa a extensão, mas revi-me em tudo o q disseste!...
E depende dos dias em q tenho mais ou menos paciência
Por estas e por outras queria desistir do telefone fixo...
A Mãe Frenática assustou-me, agora tb fazem isso em telemoveis?!
Olhe, desculpe, mas a shenhora nã tá em casa...
;)
A isso chama-se "mau feitio" (teu claro ihihihihiihih)!
;p
Embora nunca tenha feito este tipo de trabalho, conheço quem o tenha feito.
Geralmente tento responder, sou sempre bem educada e também por isso não suporte falta de educação ou pouco profissionalismo.
Ao telefone, até que não me têm chateado. Mas fizeste-me lembrar uma cena que se passou há cerca de 1 ano, a propósito de uma demonstração daquelas máquinas que limpam a vapor. Ligaram-me umas 500 vezes e por fim, eu com pena da moça, e porque ganhava a comissão só por fazer demonstração (disse ela), lá disse que sim. Dia marcado, ok, hora combinada... mal, mto mal. Apareceu à hora do jantar. Os tais 30 minutos que demorava, transformaram-se em 2h e tal. No fim, eu já tinha avisado que não queria, ela termina a demonstração e depois chama o seu superior. Um tipo bem aparentado mas infelizmente sem profissionalismo algum. Infelizmente tive que ser mal educada com ele e po-lo porta fora. No dia seguinte apresentei queixa. Quanto ao resto... não sei, nem tentei saber. Noutra não caio.
Como já disseram aí por cima, por essas e por outras é q não tenho tlf fixo... é um descanso ;)!
Por acaso nunca trabalhei em telemarketing... mas, qd andava na faculdade, trabalhei no apoio a cliente de uma rede móvel. A lógica é diferente, receber e atender contactos e não fazê-los, mas, tb eu, a partir daí sinto-me na obrigação de responder a quase td. Por acaso até acho q nunca apabnhei nenhum cromo desses via tlf, mas no marketing directo sim. Num centro comercial aqui perto, há uma miúda de postura mto agressiva a abordar pessoas a propósito de um cartão de crédito. Já tive de ser mm mal educada com ela por duas vezes, por ela tb o ter sido cmg... e por 2 vezes já lhe gritei q ela era agressiva e q eu não respondi e não respondia. Eu tb tenho mau feitio e detesto gente arrogante e mal educada!
bj*
Respeito imenso quem trabalha, seja lá qual for a área. Às vezes desconfio dos métodos. Há os métodos agressivos, os sedutores e as puras técnicas de aldrabice. Uma vez fui ludibriada por um galã dos cartões bancários, que me pediu o nome "para nada" e depois envia-me o cartão que eu não queria para casa. Já aconteceu a muita gente, mas desde essa altura explico aos coleguinhas do dito: "não muito obrigada. Já tive uma má experiência e não dou dados nenhuns. Bom trabalho!". Depois fico boquiaberta com o sarcasmo, o cinismo, a "raiva" (?) que lhes leio nas palavras e nos olhares. Ora, se não sabem ser bem- educados que vão pentear jubas de leões enfurecidos. Agora deixem-me com a minha beleza...
*Esses dois primeiros... não sei como lhes teria respondido. A do prémio é, realmente, batida demais. Depois qdo dás conta andas a comprar pacotes de férias e a alugar aparts no Algarve. Era desses? Ou era o dos colchões?
Loira, desconfio que são os mesmos cartões... :)
A sério:
Devias mesmo fazer uma queixa à Marketest. Não sabe/Não responde é uma opção quase obrigatória num inquérito...
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