sexta-feira, abril 21, 2006

ESCLARECIMENTOS 2

Só para dizer a umas e outras que primos NÃO É a mesma coisa que irmãos.

E eu estou "à vontadinha" para dizer isto porque tenho 3 primos de quem gosto desalmadamente, com os quais estou em contacto diário (telefónico e teclado porque muitos Kms nos separam), cujos filhos me tratam por tia e a quem eu amo como se meus sobrinhos fossem.
Estes laços que nos unem são tão fortes e intensos que chegam a ser hereditários. A minha filha L. já os estabeleceu (priminho N., remember?). A J., a seu tempo, certamente também o fará.

Foi com eles que fui pela 1ª vez ao cinema, à discoteca, que fumei o 1º cigarro e que fui acampar. Não foi com eles a 1ª bebedeira porque eles são demasiado protectores. ehehehe
É com eles que passo os Natais, os aniversários e todas as épocas festivas no geral. É a eles que telefono quando preciso de ajuda ou simplesmente de falar. Foi deles que senti mais saudades quando estive a morar fora e foram eles que me foram lá visitar. Fui eu a 1ª pessoa da família a conhecer as respectivas namoradas (o). Foi com eles que festejei o 1º emprego.

Mas não foi com eles que partilhei diariamente uma casa, não foi com eles que diariamente estabeleci limites e partilhei brinquedos ou mesadas (engraçado porque herdei algumas roupas deles, mas as minhas filhas herdaram praticamente um guarda-roupa completo das filhas deles).
Não foi com eles que passei a maioria das minhas férias. Não foi com eles que diariamente me irritei, me zanguei e me reconciliei.

Não foi com eles que dividi os afectos e os castigos dos meus pais.

Acho que só percebi que, embora fossemos como irmãos, não o éramos realmente quando o meu Padrinho, pai de dois deles, morreu. A minha dor foi grande. A deles foi imensa. E ao vê-los tão unidos e tão consolados um no outro percebi que um dia que os meus pais morram eu vou ter muito carinho e muito apoio, mas ninguém vai partilhar irmãmente da minha dor…

17 Comments:

Blogger RB said...

tb eu teno primos, mas um penso sempre quase como meu irmão, pois com ele partilho tudo e com ele e com a filha dele a quem chamo sobrinha, passo grande parte do meu tempo e todas as ocasiões que à para partilhar...
mas depois do que disseste, entendo melhor a que te referes e depois da doença do meu pai, percebi isso mesmo, só eu tive aquela dor, ninguém mais a não ser a minha mãe e também o meu marido(um pouco) sentiram o que eu senti, só a mim é que me doi todos os dias o coração quando penso e o medo vem.
como te entendo...

abril 21, 2006 3:27 a.m.  
Blogger Bailarina said...

A minha relação com o meu mano daria posts para 1 ano, tal a intensidade, a diferenca o amor que nos temos, o sofrimento que partilhamos como tal compreendo perfeitamente quando falas da ausencia de 1 mano...Beijos e bom dia

abril 21, 2006 9:30 a.m.  
Blogger Clarinha said...

Compreendo perfeitamente e assino po baixo, por mais boa que seja essa relação de primos nada substitui um irmão(a), só o facto de vivermos juntos partilharmos os mesmos momentos familiares muda tudo!E é bom, facto esse que me leva a querer dar um mano ou mano ao meu filhote!!!
beijinhos

abril 21, 2006 9:50 a.m.  
Blogger Mae Frenética said...

Eu confirmo: primos não são irmãos.

E na partilha das tristezas é q isso se nota.

Eu tenho tido alguns desgostos com os meus primos/irmãos (q não o são, só para explicar). Se fossem meus irmãos, tenho a certeza q as coisas não se teriam passado assim.

Mas isto foi só um desabafo...

abril 21, 2006 10:12 a.m.  
Blogger Flores said...

Não posso dizer isso assim taxativamente pq ñ tenho irmãos, logo ñ tenho termos de comparação ou de quntificação. :-) Mas estou aqui como a Nádia nem td o amor de irmão é sublime.

abril 21, 2006 11:06 a.m.  
Blogger Tita Dom said...

irmaos = irmaos
primos = primos
heheh
concordo ctg
Um beijo de bom fim de semana

abril 21, 2006 11:32 a.m.  
Blogger Zuza said...

Nádia,
Não me parece que a minha “partilha” seja incompatível com o teu “pessoal e intransmissível”…
A minha partilha não significa dividir, diminuir ou tornar mais fácil. Se calhar escolhi mal a palavra…

(porque será que existem terapias de grupo?)

abril 21, 2006 12:01 p.m.  
Blogger . said...

Pois, visto desse prisma não é realmente a mesma coisa...Mas julgo que nem toda a gente tem sorte de ter primos que amamos como irmãos (ou lá perto). O meu marido mal vê os dele, por exemplo. E é uma pena. O teu esclarecimento cumpriu o efeito: foi esclarecedor. Por isso, nos comentários que fiz antes tb escrevi que os meus primos-irmãos não me tiraram a vontade de ter um irmão homem! É que eles são muitooooooooo chegados mas não são substitutos.

abril 21, 2006 12:17 p.m.  
Blogger . said...

*Tenho uma coisinha a acrescentar. Devido à relação que tenho com os meus tios, sei bem que, caso lhes acontecesse algo, não sofreria como os filhos, mas quase. É óbvio, querida Zuza, que isso não quer dizer que não entendi a tua "solidão" por seres filha única. Se calhar, nós comentadoras, é que divagamos sobre os assuntos. LOL. Mas não deves ficar a pensar que não entendemos os teus posts. O que dá é para responder de todas as formas possíveis e imaginárias... ;)

abril 21, 2006 12:21 p.m.  
Blogger Zuza said...

Estrelinha,
já te disse q ADORO os teus comentários?? MM.

(ontem prevariquei... gastronomicamente... mas o leitão estava tãoooo tenrinho!!!)

abril 21, 2006 12:29 p.m.  
Blogger Cool Mum said...

Tenho irmãos, tenho primos, tenho primas. Cada um no seu lugar, na minha vida e no meu coração.

abril 21, 2006 12:33 p.m.  
Blogger calamity jane said...

Digo o mesmo! Infelizmente, é uma visita de médico. Mas és mais uma a quem fico a dever uma (visita) mais a sério e deixar uns quantos comentários.
Bjs
Gostei. Gostei mesmo!

abril 21, 2006 1:03 p.m.  
Blogger calamity jane said...

o "digo o mesmo" referia-se ao teu comentário no meu blog. Só agora reparei q podia ser interpretado como comentário ao teu post - o que deveria ser! Na verdade o q eu queria dizer era : pra 1ª visita foi bem intenso...

abril 21, 2006 6:54 p.m.  
Blogger Francisca said...

Sim, não é o mesmo. Mas também não sou defensora da teoria dos coitadinhos dos filhos únicos que nunca conheceram o amor de irmão. Tiveram outros privilégios - não estão propriamente em desvantagem (claro que as há, é certo - mas também compensações). Isto digo eu que nunca fui filha única, mas lembro-me de desejar ser, no auge da minha adolescência :D Hoje, não e, com os primos, verdade, é diferente - mais distância. E se calhar é porque tenho irmãos.

abril 22, 2006 12:02 a.m.  
Blogger Repolha said...

Primeiro: Leitão? Leitão??? Então e a sopa???

Olha, posto dessa forma posso dizer-te, que tirando os casos particulares, não podias ter mais razão. Infelizmente é na dor que o amor fala mais alto. Foi na morte do meu pai que percebi o que nos une aos três. Percebi que de facto somos todos filhos dos mesmos (apesar de continuarmos a achar que fomos trocados!!! brincadeira...). E vou fazer já um print deste post e dar ao gajo para o ler ;)

abril 22, 2006 1:09 a.m.  
Blogger Zuza said...

Francisca,
e que tal fazermos um acordo???
Eu compreendo e admito que tenhas tido momentos em q gostavas de ser filha única... e tu compreendes que eu não encontre uma única vantagem em ser filha única???
boa? “we got a deal??”

(e coitadinha, acredita, é uma coisa que não combina mm nada comigo!!! basta ver os primos incríveis q tenho!!)

abril 22, 2006 1:00 p.m.  
Blogger Francisca said...

Ok! :D
Claro que percebo, a sério. Mas estás a ver? Se calhar se tivesses irmãos, não tinhas primos tão chegados... No meu caso foi sempre assim. Mesmo nas férias, quando nos juntávamos todos, havia sempre uma difeençazinha de relações (isto em criancinhas - na adolescência quanto mais longe, melhor :D). E claro, acho que ter um irmão, vários, é uma coisa única, e por isso, digo outra vez, percebo-te.

PS - Embora não ligue grande coisinha e (já) não tenha grande pachorrinha para andar aí a cantar CAMPEÕES, CAMPEÕES!!!!, sou do Fêcêpê. Só (já) não vivo aí para o Norte, mas isso é outra história :)

abril 23, 2006 12:29 p.m.  

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